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Passos: Vitória sem maioria pode levar a instabilidade económica e novas eleições

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, dramatizou o cenário de uma vitória sem maioria nas eleições legislativas, afirmando que isso pode conduzir a instabilidade económica e a novas eleições.

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 25 de Setembro de 2015 às 23:20
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Em directo para a TVI, antes de um comício da coligação PSD/CDS-PP, sem pedir expressamente uma maioria absoluta aos eleitores, Passos Coelho afirmou: "Vou dizer aos portugueses que se nós não tivermos uma maioria nestas eleições, quer dizer, que se o Governo não puder encarar os próximos anos com estabilidade, então muito daquilo que nós construímos pode estar em causa".

 

"Se o Orçamento não for aprovado pelo parlamento, nós podemos ter simplesmente eleições muito pouco tempo depois", acrescentou o presidente do PSD, concluindo: "Pode conduzir a uma instabilidade económica grande que pode obrigar a eleições muito pouco tempo depois. Não creio que isso interesse aos portugueses. Vou dizer aos portugueses que nós precisamos de um Governo estável para poder governar, e isso depende do resultado da escolha que as pessoas vão fazer nas eleições".

 

Antes, em directo para a SIC, Passos Coelho apontou como factor adicional de instabilidade o posicionamento dos socialistas: "Depois de tudo o que foi dito, o que os portugueses podem concluir é que não podem contar com o PS para isso. É isso que eu penso que, justamente, as pessoas têm de ter em atenção na altura em que fizerem a sua escolha".

 

Interrogado se considera possível PSD e CDS-PP, caso não tenham maioria absoluta no parlamento, governarem sem o PS, respondeu: "Possível é sempre, todas as possibilidades teóricas se têm de admitir".

 

Passos Coelho acrescentou que procurará transmitir aos eleitores, sobretudo "a todos aqueles que ainda estão a fazer a sua reflexão", as consequências de uma eventual "maioria negativa no parlamento contra o Governo". "Nós não conseguiríamos cumprir o Programa de Estabilidade, não conseguiríamos cumprir as regras da União Europeia", apontou.

 

Questionado sobre o motivo pelo qual não pede expressamente uma maioria absoluta, o presidente do PSD declarou: "A minha ideia não é a de que se tenha de pedir exactamente uma maioria absoluta por ser absoluta. Ela tem de decorrer de uma avaliação natural, consciente que as pessoas façam do que é que pretendem com as eleições. Portanto, não temos de andar a ir depressa demais. Não deixarei de me dirigir aos portugueses pedindo-lhes o apoio que acho que é indispensável para que se possa governar com estabilidade".

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