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Patrão dos patrões prefere precariedade ao desemprego

Em entrevista ao Económico e à Antena1, António Saraiva deixa uma longa lista de reivindicações para compensar a reposição dos feriados e promete batalhar pela descida da TSU para as empresas.

CIP António Saraiva
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios jng@negocios.pt 07 de Março de 2016 às 09:06
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O presidente da CIP (Confederação Empresarial de Portugal) admite que há demasiado trabalho precário nas empresas, mas sustenta que "mais vale ter trabalho precário do que desemprego". Em entrevista ao Económico e Antena1, publicada esta segunda-feira, 7 de Março, refere que "numa situação como aquela em que está a economia, [prefere] ter um contrato a termo, com regras e respeito pelo ser humano, do que ter mais um desempregado".

 

Numa entrevista em que deixa vários recados ao Governo, António Saraiva elenca o caderno de encargos para recompensar a reposição dos quatro feriados, que vigora já este ano. A saber: tornar os custos energéticos mais competitivos, reduzir uma burocracia "asfixiante" – lembrando que há redundâncias processuais e administrativas –, maior eficácia dos tribunais e eliminação do "drama" que é a demora nos licenciamentos.

 

Estas exigências surgem poucos dias depois de o mesmo protagonista ter deixado outras reivindicações num debate organizado pela AHRESP, a 1 de Março. Um lote que incluiu a possibilidade de diminuição da retribuição por acordo; restrição na reintegração no despedimento ilícito; alívio na protecção no despedimento individual e o conceito de justa causa de despedimento; flexibilização da contratação a termo e do trabalho temporário; e limitação do direito à greve. E lembrou ainda o exemplo finlandês, onde está a ser permitido celebrar contratos a termo de um ano.

TSU está viva, Albuquerque no limbo ético

 

A descida da Taxa Social Única (TSU), que tanta polémica e dano causaram a meio da legislatura do anterior Governo, continua na agenda dos empresários. "Esse tema continua actual e não se trata de uma redução generalizada da TSU para as empresas, é uma redução selectiva [apenas para as produtoras de bens e serviços transaccionáveis], mesmo que se continue a dizer que Bruxelas não permite".

 

"Estamos a ver exemplos de outros países que têm arte e engenho para ultrapassar as impossibilidades de Bruxelas, por isso é mais uma questão de vontade do que de impossibilidade. (…) Continuaremos a lutar por esse o objectivo, quer o Governo e outros parceiros sociais queiram ou não", prometeu o líder da Confederação Empresarial de Portugal.

 

Na mesma entrevista, António Saraiva pronunciou-se ainda sobre a polémica contratação de Maria Luís Albuquerque por parte da Arrow Global, uma empresa britânica de gestão de créditos bancários, assegurando que a sua opção seria diferente: "em termos éticos, se fosse eu não o faria porque acho que é um mau sinal".

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