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Patrões e sindicatos: Troika nega responsabilidade exclusiva pelos resultados do programa (act)

Representantes da troika afirmam aos parceiros sociais que o programa de ajustamento "não é da troika", mas antes do governo português.

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A troika recusou hoje ter responsabilidade exclusiva pelos resultados da aplicação do programa de ajustamento, afirmaram hoje os parceiros sociais, à saída de uma reunião com os representantes da Comissão Europeia, do FMI e do BCE.

"O representante da Comissão concluiu com duas notas: apelando ao diálogo político e ao mesmo tempo dizendo que o memorando não é da troika mas é de Portugal", disse aos jornalistas João Proença.

Também João Vieira Lopes, da CCP, afirmou aos jornalistas que "a troika se está a colocar numa posição de divisão de responsabilidades".

"O programa de ajustamento não é da troika mas do Governo português", terá afirmado o representante da Comissão Europeia, Jürgen Krögen, em jeito de conclusão.

O presidente da República, Cavaco Silva, afirmou este fim-de-semana que os responsáveis da troika devem eventualmente rever aquilo em “que eles próprios falharam”, nomeadamente quando fizeram as projecções orçamentais.

Troika insiste na redução dos custos da energia

João Proença, da UGT, João Vieira Lopes, da CCP e Arménio Carlos, da CGTP, afirmaram aos jornalistas que os representantes da troika não abriram o jogo sobre as conclusões da quinta revisão do programa, que está a decorrer.

Ainda assim, os representantes da troika perguntaram aos parceiros sociais quais seriam as medidas alternativas ao corte de salários na Função Pública, que este ano garantiu dois mil milhões de euros.

Por outro lado, manifestaram preocupação com a importância de reduzir os custos de contexto, nomeadamente na energia.

Patrões e sindicatos têm insistido na necessidade de alargar em um ou dois anos o prazo para a redução do défice, de forma a evitar mais medidas de austeridade, que consideram incomportáveis.

"Ficámos sem uma ideia clara em relação a isso, mas não houve sinais [de abertura] nesse sentido.", afirmou João Vieira Lopes, no final da reunião.
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