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Paulo Portas: Aposta na solidariedade deve prevalecer sobre o betão

O líder do CDS/PP, Paulo Portas, defendeu domingo à noite que, numa época de falta de recursos, a aposta na solidariedade deve prevalecer sobre a aposta no betão.

Bruno Simão/Negócios
Lusa 16 de Setembro de 2013 às 01:44
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Ao intervir num jantar de apresentação dos candidatos de Viseu do CDS/PP às eleições autárquicas, Paulo Portas lembrou que "há gente que não tem tecto, não consegue pagar duas refeições e perdeu o emprego".

 

Nestas circunstâncias, quando "é preciso fazer escolhas entre um euro para o betão e um euro para a solidariedade", deve ser tomada a última opção, defendeu.

 

Paulo Portas frisou que "a solidariedade não é uma competência exclusiva do Estado", lembrando que em Portugal existem instituições particulares de solidariedade social e Misericórdias "capazes de ser solidárias no terreno com quem tem menos e precisa de mais".

 

O líder do CDS/PP considerou também haver "uma reserva de generosidade, de solidariedade enorme nas novas gerações" e apelou aos candidatos que "abram a Câmara de Viseu ao voluntariado".

 

"Perguntem a cada jovem não o que é que ele pode fazer pelos partidos, mas o que é que ele acha que pode fazer por um seu semelhante que está a passar mal e garanto-vos que têm uma boa resposta", afirmou.

 

Paulo Portas referiu que Portugal ainda está a viver no chamado "protectorado" e considerou "humilhante para uma nação velha de nove séculos ter de depender daqueles que lhe emprestam dinheiro quando está à beira de um precipício".

 

Sendo as autárquicas de dia 29 as primeiras eleições "em que portugueses terão que fazer escolhas depois do resgate, em pleno protectorado", deixou um pedido.

 

"Se deficit e dívida a mais custaram dolorosamente aos portugueses em impostos e desemprego, quando olharem para as candidaturas às autarquias locais escolham gente de contas certas, não vão atrás de aventuras, projectos faraónicos, promessas ilusórias", apelou.

 

Para além de "gente solidária" e de "gente de contas certas", Paulo Portas quer ainda que cada vereador e cada presidente do CDS/PP "seja um amigo do investimento".

 

"Imagine que o investidor se dirige a várias câmaras ao mesmo tempo. Ele vai escolher aquela que tiver uma política mais moderada em matéria de impostos, que tratar um investidor como um cliente e não como um servo, que não dedica cada ano a inventar novas taxas para serviços que às vezes não são prestados e que se despachar a decidir os processos", considerou.

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