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Paulo Portas: “As exportações portuguesas ultrapassaram as previsões do FMI”

“Há quatro anos que estamos a subir as exportações e isso fala por si”, afirmou Paulo Portas que responde assim às críticas feitas pelo FMI no relatório da décima avaliação do programa de ajustamento português.

Bruno Simão/Negócios
João Carlos Malta joaomalta@negocios.pt 25 de Fevereiro de 2014 às 15:14
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O vice-primeiro-ministro Paulo Portas anunciou, esta terça-feira, 25 de Fevereiro, em conferência de imprensa com o ainda presidente do Aicep, Pedro Reis, que as exportações de bens e serviços portuguesas cresceram 5,7% em 2013 em relação ao ano anterior, citando dados do Banco de Portugal. Portas respondeu às críticas feitas nesta matéria pelo FMI no 10º relatório da instituição ao programa de assistência financeira. “Há quatro anos que estamos a subir as exportações e isso fala por si”, sintetizou.   

 

Portas realçou que estes números são sustentáveis porque se trata do quarto ano consecutivo em que os valores nominais sobem, e que o último ano até foi o melhor de sempre das exportações em Portugal. “Os dados são estes, mais 4,9% de exportações em bens, mais 7,7% em serviço, aumento da quota de mercado, aumento do número de exportadoras, maior peso no PIB de sempre”, enumerou. De seguida lançou a questão retórica. “É pouco?”. Para de seguida responder: “É bastante”.

 

No que diz respeito, ao crescimento das exportações ter sido conseguido em grande medida devido ao crescimento da venda de combustíveis para o exterior, Paulo Portas admitiu que o seu aumento valeu 1/3 do crescimento total das exportações, mas que estes produtos representam 7,3% do total. O número dois do executivo salientou ainda outros sectores como o

 
Paulo Portas anunciou hoje em conferência de imprensa que em 2013 as exportações de bens aumentaram 4,9%, as vendas de serviços 7,7%. Houve ainda uma subida da quota de mercado, do número de exportadoras,e que as exportações tiveram o maior peso no PIB de sempre.

calçado (+7,8), têxteis (+5,5%), produtos agrícolas (+5,5%) e madeira e cortiça (+4,2%) também cresceram de forma significativa.

 

“Esta é uma proeza das empresas, dos empresários e dos trabalhadores portugueses. Estes valores ultrapassam em muito, muitas estimativas, por exemplo, do FMI que era de 2,9%”, glorificou Portas.

 

O governante justificou a conferência de imprensa com o facto de só agora serem conhecidos os dados consolidados das vendas para o exterior tanto de bens como de serviços. E se os bens cresceram 4,9% entre 2013 e 2012, os serviços aumentaram 7,7% no mesmo período. “Cada vez que ganhamos quota nas exportações estamos a ganhar retaguarda em Portugal. Estes são números indiscutíveis”, reforçou.

 

Paulo Portas enfatizou que o ano passado foi o melhor de sempre em termos de exportação também em volume de negócio, com um total de 68,2 milhões de euros, mais 3,7 milhões de euros do que no ano anterior, e mais seis mil milhões do que em 2011. Também no peso do PIB, 2013 foi um ano record na economia portuguesa, com as exportações a valerem 41%, ao passo que em 2012 representaram 39%, e um ano antes 36%. “Quando o país estava em recessão nunca o neguei e agora que o país está a crescer também não nego”, resumiu.

 

Mais 712 empresas a exportar em 2013

 

Na senda de desfiar dados que demonstravam a solidez da sustentabilidade do crescimento das exportações, Portas disse que no ano passado houve 22.685 empresas a exportar, mais 712 do que em 2012. Segundo os dados apresentados, por exemplo em relação há quatro anos, há agora mais 4.900 empresas a exportar.

 

Em relação aos mercados de exportação, a Espanha continua a liderar ao valer 20% do total, seguida de França com 12,4%, e a Alemanha 11%.

 

O presidente de AICEP tomou a palavra de seguida mas o discurso manteve a tónica, tentando contrapor a ideia de que o crescimento das exportações em Portugal, veiculada pelas instituições internacionais,

Esta conferência de imprensa é sobre exportações e o doutor Pedro Reis ainda não é exportável
 
Paulo Portas, vice-primeiro ministro

aconteceu devido aos combustíveis e que não é sustentável. Pedro Reis disse ainda então que a taxa de cobertura das exportações pelas importações é a melhor de sempre desde 1943, com um “superavit” de 2,8 mil milhões de euros.  Portugal vendeu ao exterior 68,2 mil milhões de euros e comprou 65,4 mil milhões de euros.   

 

O vice-primeiro ministro prognosticou ainda um novo crescimento das exportações este ano. No final, Paulo Portas fez um elogio ao mandato de Pedro Reis na Aicep (terminou funções em Dezembro e espera agora o anúncio do substituto), mas não quis falar da sucessão. E terminou os 11 minutos em respondeu às questões dos jornalistas desta forma: “Esta conferência de imprensa é sobre exportações e o doutor Pedro Reis ainda não é exportável”, frisou.

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