Europa Paulo Portas: Sacrifício dos portugueses no combate ao défice merece um "prémio"

Paulo Portas: Sacrifício dos portugueses no combate ao défice merece um "prémio"

O sofrimento e sacrifício dos portugueses no combate ao défice e dívida merece um "prémio" de reconhecimento dos parceiros europeus que devem, por isso, apoiar uma extensão das maturidades dos empréstimos, considerou hoje o ministro Paulo Portas.
Paulo Portas: Sacrifício dos portugueses no combate ao défice merece um "prémio"
Lusa 26 de fevereiro de 2013 às 17:22

"As taxas de juro de Portugal já estiveram perto de 20% e há cerca de um mês o Estado português fez uma emissão de divida onde a procura foi 6 vezes maior que a oferta e que a taxa de juro ficou abaixo dos 5%", disse a jornalistas portugueses em Madrid.

 

"E sabe a quem é que isso se deve? A cada português e portuguesa que estão a fazer um esforço extraordinário, com sofrimento e com sacrifício, para livrar o país de um problema de défice e de dívida", disse ainda o ministro dos Negócios Estrangeiros.

 

Uma trajectória que, considerou "merece como país que seja ajudada", com um "prémio que no fundo é também, do ponto de vista da Europa, garantir" que Portugal termina bem o programa de assistência e recupera a sua autonomia", considerou.

 

Para isso, afirmou, "os reembolsos de montante elevado previstos em determinados prazos do programa" devem ser "diluídos no tempo, de modo a que a possibilidade de cumprir seja atingida de uma forma muito mais satisfatória".

 

Paulo Portas falava a jornalistas portugueses depois de um encontro "longo e detalhado" que manteve com o seu homólogo espanhol, José Manuel García-Margallo a que pediu o apoio para, junto da Europa, conseguir apoio político para a ampliação das maturidades dos empréstimos.

Portugal, afirmou o chefe da diplomacia portuguesa, tem sido um país "cumpridor que está a fazer um esforço que é notável" e que exigiu "sacrifícios e sofrimento", e por isso merece extensões de prazo nos reembolsos previstos para os próximos três anos.

 

"Isso tem imediatamente consequências boas para a confiança sobre o nosso país, porque as instituições e os mercados percebem que, por termos cumprido tornamos mais acessível um êxito no programa", afirmou.

 

"Isso é muito importante para as empresas, para os bancos e para o próprio Estado que se tem que financiar autonomamente, sem depender do FMI, do BCE e da Comissão Europeia e isso liberta recursos para a economia. E a libertação de recursos para a economia é o essencial para crescer e gerar emprego", afirmou.

 

Paulo Portas disse que as questões técnicas desse adiamento se verão mais tarde e que para já se pretende uma decisão política, com reuniões em breve quer do Eurogrupo quer do Ecofin onde o assunto será debatido.

 




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