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Paulo Macedo, Miguel Macedo e Paula Teixeira da Cruz criticaram mexida na TSU

A fractura causada pelo anúncio da subida da TSU para os trabalhadores teve o condão de dividir não apenas o PSD mas também o próprio Governo. Além de Paulo Portas, três outros ministros – todos ligados ao PSD – lançaram críticas à medida.

Negócios negocios@negocios.pt 18 de Setembro de 2012 às 09:23
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Os ministros da Saúde, Paulo Macedo, Administração Interna, Miguel Macedo (na foto), e Justiça, Paula Teixeira da Cruz, alertaram Passos Coelho para as implicações de mexer na Taxa Social Única – subindo-a para os trabalhadores e reduzindo-a para as empresas –, noticia hoje o “Público”. Essa posição foi transmitida ao primeiro-ministro no almoço em que Passos Coelho anunciou as medidas que iria transmitir aos portugueses ao final dessa tarde de 7 de Setembro.

As medidas levantaram várias dúvidas aos referidos ministros. Entre elas, a dimensão da legitimidade democrática e da relação com o eleitorado e a comunicação com o País, prossegue o jornal. Os três ministros – dois deles políticos experientes – salientaram a importância de transmitir uma mensagem de esperança ao anunciar a medida, e avisaram que a medida pode ser inconstitucional.

Nessa reunião estiveram ainda presentes, além do primeiro-ministro e dos referidos governantes, o ministro da Educação, Nuno Crato, o ministro das Finanças. Vítor Gaspar, o secretário de Estado Carlos Moedas, e a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, que esteve em representação do CDS. Esta ministra, escreve o “Público”, não levantou qualquer obstáculo à mexida na TSU.

Mota Soares defendeu a medida e foi criticado pelo CDS

A coligação está mesmo posta em causa e no seio do Governo já se admitem vários cenários, inclusive o fim da presença do CDS no Executivo, passando o partido liderado por Paulo Portas a apoiar o Governo apenas no Parlamento – uma hipótese também avançada na edição de hoje do Negócios.

Estas críticas somam-se às de Paulo Portas e contrastam com a defesa que Pedro Mota Soares, o outro ministro do CDS, fez da medida, por ser importante para a sustentabilidade da Segurança Social, a pasta que tutela. Uma posição que lhe valeu críticas internas. Entretanto, prossegue o “Público”, cresce também a convicção, entre os ministros, de que vai haver uma remodelação governamental após a aprovação do Orçamento do Estado para o próximo ano.
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