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Paulo Macedo: "As dívidas podem pôr em causa o próprio fornecimento ao SNS"

O ministro da Saúde reitera a dificuldade de regularizar a dívida aos fornecedores.

Marlene Carriço marlenecarrico@negocios.pt 15 de Novembro de 2011 às 22:38
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O ministro da Saúde, Paulo Macedo, disse hoje que a dívida aos fornecedores, que atingirá os 3.000 milhões no final do ano, pode “pôr em causa o próprio fornecimento ao Serviço Nacional de Saúde (SNS)” pois estes antes financiavam-se junto da banca e agora já não conseguem.

O problema, continuou, é que “não foi prevista na troika qualquer verba para este montante, não há qualquer varinha mágica”. Porém, “há sim um plano estratégico para conter a dívida e um plano das Finanças para regularizar a dívida que será anunciado”, terminou.

De lembrar que há menos de um mês o Negócios deu conta de que algumas empresas farmacêuticas já estão a colocar barreiras ao fornecimento de medicamentos aos hospitais em dívida.

Estas afirmações seguiram-se às declarações do deputado do Bloco de Esquerda, João Semedo que apontou para a “a dívida de 3.000 milhões de euros a fornecedores” que “representa 35% do orçamento do Estado de 2011 e 40% do previsto para 2012. Não há corte no desperdício e gordura nem ganhos de gestão que permitam a recuperação desta dívida. Será seguramente por isso que o Sr. ministro nem uma palavra diz como pretende fazê-lo”, denunciou.

O deputado do Bloco de Esquerda prosseguiu dizendo que “o SNS está pelos mínimos” e que “ou este vai ser um orçamento a sério e creio que será uma desgraça para o SNS ou é a fingir e a coisa não tem graça nenhuma”. Ao que Paulo Macedo respondeu que “de facto é um orçamento extremamente difícil”.
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