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PCP afasta-se do Governo em vésperas de Orçamento

O PCP, pela voz de Jerónimo de Sousa, traçou as linhas que vão orientar as negociações com o Governo relativas à aprovação do Orçamento do Estado para 2021.

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Celso Filipe cfilipe@negocios.pt 06 de Setembro de 2020 às 19:50
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O secretário-geral dos comunistas, no discurso de encerramento da Festa do Avante, enumerou as reivindicações que serão feitas. "Valorização das carreiras dos trabalhadores, o aumento geral dos salários, no setor provado e público, e do salário mínimo nacional para 850 euros".

Devido às normas impostas pela DGS, os militantes assistiram ao comício sentados, de máscara, e cumprindo as regras de distanciamento social.

Mas há outras. O PCP exige a revogação das "normas gravosas da legislação laboral, em particular com a da eliminação da caducidade da contratação coletiva, assim como a melhoria do abono de família e a ampliação do ritmo de aumento das pensões de reforma.

Jerónimo de Sousa foi mais longe, defendo soluções para "recuperar o controlo público de empresas estratégicas, a começar pelos CTT,Novo Banco e TAP, indispensáveis ao desenvolvimento soberano do país".

A natureza da lista de exigências colocada peloPCP é um indicador de que, só muito dificilmente, o partido irá viabilizar o Orçamento do próximo ano, até porque Jerónimo de Sousa também não poupou críticas ao Programa de Estabilização Económica e Social e ao Orçamento Suplementar entretanto aprovado.

"De pouco valem declarações do PS de que não quer nada com o PSD se as opções que vier a adotar forem, mais coisa menos coisa, aquelas que o PSD adotaria, sem romper com as orientações e compromissos que têm sustentado a política de direita", declarou Jerónimo de Sousa.

 

Queriam calar esta força

Esta edição da Festa do Avante ficou marcada pela polémica, com muitas críticas à sua realização, devido aos riscos associados à pandemia de covid-19.

Foi por isso que o secretário-geral do PCP abriu e fechou o discurso com referências a quem se à sua realização. "O que mais desejariam era calar esta força que aqui veio e aqui está" disse logo a começar e terminou com uma mensagem com vários destinatários, entre os quais, presumivelmente, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. "Pensavam alguns que com a mentira e a afronta baixaríamos os braços. Tiveram a resposta. Este comício e esta festa ficam marcados pela capacidade, a organização, a responsabilidade e a confiança", concluiu.

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