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PCP "não entra na competição à esquerda"

Em entrevista à TSF, o líder parlamentar dos comunistas, João Oliveira, diz que há situações em que "a forma parece ser mais relevante que a substância", mas recusa que o seu partido entre em competições com outros grupos parlamentares.

João Oliveira: É talvez o rosto de Évora com maior projecção mediática na Assembleia da República. João Oliveira é o actual líder parlamentar do Partido Comunista Português. Eleito sempre pelo círculo de Évora, o deputado e advogado de 36 anos ocupa essa função desde Outubro de 2013, substituindo Bernardino Soares, actual presidente da Câmara Municipal de Loures.
Pedro Catarino /Correio da Manhã
Negócios jng@negocios.pt 23 de Setembro de 2016 às 09:58
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O PCP não entra na "competição à esquerda", declarou esta sexta-feira, 23 de Setembro, o deputado comunista João Oliveira numa entrevista à TSF. O também líder da bancada parlamentar do PCP assegura: "Nós não encaramos estas coisas como uma competição com os grupos parlamentares ou com outros partidos. Às vezes, somos confrontados com circunstâncias em que a forma parece ser mais relevante do que a substância e em que a alguma encenação acaba por sobrepor-se a alguns critérios mais substanciais de apreciação política".

 

Durante a última semana, depois de o Negócios ter noticiado que o Governo preparava a criação de um novo imposto sobre o património imobiliário, que se instalou a polémica sobre o crescente protagonismo do Bloco de Esquerda, que veio a lume defender acerrimamente a nova medida.

 

Já ontem, 22, João Oliveira escrevera, num artigo de opinião publicado no Jornal Avante!, órgão oficial do PCP, que entre os partidos que suportam o governo no Parlamento, às vezes parece que "andam uns a juntar com o bico e outros a espalhar com as patas".

 

À TSF, o deputado concretizou: "Ao anunciar a criação de um imposto cujos principais elementos estavam ainda em discussão - incluindo entre o PCP e o Governo -, o BE procurou, uma vez mais, antecipar-se no anúncio de uma medida de forma a chamar a si os créditos pela aprovação daquilo que não depende apenas da sua vontade ou intervenção."

 

Por outro lado, acrescentou, "a confirmação pelo PS, ainda que admitindo a indefinição de alguns dos elementos do imposto, contribuiu para o que veio a acontecer ao longo dos últimos dias".

 

Recorde-se que, depois de, na passada quinta-feira, 15 de Setembro, o Negócios ter avançado em primeira mão a criação do novo imposto, o Bloco de Esquerda e o PS, através de Mariana Mortágua e de Eurico Brilhante Dias, respectivamente, vieram prestar declarações aos jornalistas, confirmando que a matéria estava a ser negociada entre os dois partidos com vista ao Orçamento do Estado (OE) para 2017.

No mesmo dia, o PCP vaio afirmar que entende que o novo imposto deve abranger não só o património imobiliário, mas também o mobiliário e que estava também a negociar essa modalidade com o Governo e que esperava alguma concretização também já no OE 2017.

 

Agora, na entrevista à TSF e ainda que falando em termos gerais, João Oliveira avisa que "o PCP mantém os objectivos programáticos". E sublinha: "Julgo que quem esteja à espera que o PCP aligeire alguma coisa enganar-se-á redondamente."

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