Política PCP preparado para ser Governo

PCP preparado para ser Governo

No mesmo dia, dois altos responsáveis do PCP garantem que o partido está preparado para ser governo, pelo menos após a actual coligação.
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Negócios 13 de outubro de 2016 às 11:29

João Oliveira, o líder parlamentar do PCP garante que o partido está pronto a ir para um governo, desde que condições programáticas o permitam. António Filipe, um destacado deputado do partido, confia que a actual legislatura chegará ao fim, e vê o PCP num governo por essa altura. 

"O PCP está pronto para assumir responsabilidades governativas" afirma João Oliveira em entrevista à Visão, publicada esta quinta-feira, dia 13 de Outubro, na qual também sublinha que a distância que hoje existe entre o PCP e o PS, a qual só permitiu uma solução como a actual de apoio a um governo exclusivo dos socialistas.


"A responsabilidade que assumimos tem que ter correspondência numa política concreta (…) Quanto maior for essa correspondência maior pode ser o grau de envolvimento e compromisso do PCP. Com o aspecto de que nada pode ultrapassar o compromisso fundamental do PCP, com os trabalhadores e o povo", afirma, já depois de ter vincado a discordância dos comunistas com as "autolimitações que o próprio governo PS assume" em particular na frente europeia, recusando uma de renegociação da dívida e aceitando metas de consolidação orçamental.

No mesmo dia, em entrevista à Antena 1, António Filipe, um destacado deputado comunista, não antecipa problemas de maior na votação do Orçamento do Estado, mostra-se confiante na manutenção da actual solução governativa até ao final da legislatura, e até admite que o PCP integre um governo em 2019.

António Filipe considera que os comunistas podem integrar um Governo que não "decepcione" as expectativas do partido e dos seus apoiantes, escreve a Antena 1, isto porque "não está escrito nas estrelas que o PCP não pode ser governo" após 2019.

Nesta entrevista à rádio pública, António Filipe desvalorizando as divergências entre PCP e Bloco de Esquerda, estranhando que outros agentes políticos possam criticar o Bloco de Esquerda, "como Francisco Louçã, Carlos César e até o próprio primeiro-ministro", e que quando o PCP o faz caia "o Carmo e a Trindade", escreve a rádio pública.




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