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PCP sublinha que transitoriedade dos cortes veio para ficar

O deputado do PCP Miguel Tiago destacou esta quarta-feira a convicção da troika de que os cortes nos salários, reformas e pensões terão de manter-se para lá do final do programa de assistência económico-financeira.

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 26 de Fevereiro de 2014 às 15:01
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"Dizem que aquilo que é necessário é apostar no mesmo caminho. Continuar os cortes. A expressão utilizada até foi 'Portugal não pode relaxar', dando a entender que há algum relaxamento por parte dos portugueses", criticou Miguel Tiago, nos Passos Perdidos do Parlamento.

 

Os representantes da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional reuniram-se com os grupos parlamentares e vão encontrar-se também com os parceiros sociais, no âmbito da 11.ª avaliação regular ao resgate português, a penúltima do programa.

 

"Sobre a transitoriedade dos cortes e destas políticas, ficou muito claro que ela não existe. Os representantes das instituições estrangeiras disseram que o pacto termina, mas as políticas terão de continuar por muitos anos", continuou o parlamentar comunista.

 

Para Miguel Tiago, "o Governo está a optar por um discurso eleitoralista, que nos faz crer que as pequenas alterações nos indicadores económicos são estruturais e podem libertar o país desta política e isso não é verdade".

 

"A dívida pública continua a crescer, a pobreza a alastrar. Todos conhecemos o seu impacto nas nossas vidas", disse, acrescentando que "a troika limitou-se a dizer que a escolha pertencerá ao Governo português" relativamente ao período pós-assistência e sua forma, mais à irlandesa ou com recurso a programa cautelar.

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