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PCP: Taxa de desemprego jovem é arrepiante

O PCP considerou os números do desemprego e da recessão, hoje conhecidos, são o resultado "óbvio" das "políticas de direita" e classificou como "arrepiante" os dados do desemprego entre os jovens.

Lusa 14 de Agosto de 2012 às 14:08
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"A taxa de desemprego dos jovens, só no último ano, passou de 27,7 por cento para 35,5 por cento, o que é um dado arrepiante. Nós consideramos que isto são os resultados da política de direita que tem sido seguida, de corte nos salários, nas pensões, nas reformas, no Serviço Nacional de Saúde, na educação, nos apoios sociais, nos subsídios de desemprego, no investimento público e privado. Obviamente que todas estas políticas teriam que conduzir a esta profunda recessão em que o país vive", disse à Lusa José Lourenço, da Comissão das Actividades Económicas do Partido Comunista Português (PCP).

Sobre a taxa de desemprego jovem, e no dia em que foi conhecido um estudo da Federação Académica do Porto, que revela que 70 por cento dos universitários tenciona emigrar, José Lourenço considerou "perfeitamente natural que a emigração dos jovens se faça".

"Não há empregos e os que existem são de curta duração, não dão estabilidade aos jovens e um país que não aposta nos jovens é um país sem futuro", declarou.

Em termos genéricos, a taxa de desemprego portuguesa atingiu os 15 por cento da população ativa no segundo trimestre de 2012, o nível mais alto de sempre, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), e acima dos 14,9 por cento registados no trimestre anterior.

Ainda segundo o INE, o Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal diminuiu 3,3 por cento no segundo trimestre de 2012 relativamente ao mesmo período do ano anterior, a pior quebra desde 2009.

Uma queda do PIB de "3,3 por cento é considerável. [...] Este número é, na verdade, extremamente preocupante, porque vai ter um impacto na queda do emprego e do aumento do desemprego nos próximos trimestres", afirmou José Lourenço.

O dirigente comunista insistiu na ideia, que tem sido defendida pelo PCP, de que é necessário renegociar a dívida e atribuiu os números do desemprego e da recessão às "políticas de direita" resultantes do "pacto de agressão" assinado com a 'troika'.

"O país precisa de crescer. Só melhorando a procura interna [é que] o país pode crescer. Estas políticas são políticas que nos estão a levar a uma profunda recessão. Nós diríamos mesmo que o país já está numa profunda depressão", disse.

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