Transportes Pedro Marques: Abolição das portagens no Interior não está em cima da mesa

Pedro Marques: Abolição das portagens no Interior não está em cima da mesa

O ministro das Infraestruturas afirmou que a abolição das portagens no interior do país não está em cima da mesa, mas garantiu que o Governo está a estudar a melhor forma para ajudar a mobilidade das empresas.
Pedro Marques: Abolição das portagens no Interior não está em cima da mesa
Miguel Baltazar
Lusa 06 de março de 2018 às 00:24

"A abolição não está em cima da mesa. Está em cima da mesa melhorar condições de circulação das empresas e de fixação das empresas nas regiões do interior", afirmou Pedro Marques na segunda-feira, 5 de Março.

 

O ministro respondia aos jornalistas sobre reptos que hoje lhe foram publicamente lançados pelo presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, durante a cerimónia do acto de consignação da empreitada para as obras de modernização do troço Covilhã-Guarda da Linha da Beira Baixa, na qual o autarca lembrou a necessidade de "desencravar a região" para apelar à concretização de algumas reivindicações antigas, nomeadamente a da isenção nas portagens da A23 e A25, antigas vias sem custos para o utilizador (Scut).

 

"Oportunidades para o interior são também políticas de diferenciação positiva nos mais variados domínios, podia aqui elencar uma série delas, mas apenas deixo duas que são importantíssimas e estou a falar de benefícios fiscais mais acentuados e da isenção das portagens na A23 e A25", disse.

 

Vítor Pereira reconheceu o esforço que o Governo já fez com a redução de 15%, implementada há cerca de dois anos, mas também defendeu que é necessária uma­ redução "mais acentuada, progressiva e paulatina", até se atingir o limite da isenção.

 

Questionado pelos jornalistas no final da sessão, o ministro Pedro Marques descartou essa possibilidade, frisando que o Governo já cumpriu aquilo com que se tinha comprometido ao reduzir em 15% o valor cobrado nas portagens das auto-estradas do interior.

 

O governante também não se comprometeu com reduções, mas adiantou que o Governo está a estudar as condições para "favorecer a fixação de empresas nestas regiões relativamente à questão da mobilidade e da mobilidade em auto-estrada". "Quando isso estiver concluído e como isso irá acontecer, os senhores tomarão conhecimento e o país também", disse, recusando entrar em pormenores.

 

Além das portagens, o presidente da Câmara da Covilhã também reivindicou a concretização de infraestruturas "básicas, fundamentais e necessárias" para o desenvolvimento regional, nomeadamente o IC6 (Coimbra-Covilhã, através da Serra da Estrela), IC7 (Oliveira do Hospital-Fornos de Algodres), IC31 (Alcains-Termas de Monfortinho-Espanha) e IC37 (Viseu-Seia).

 

Nesse ponto, o ministro apenas especificou que também estão a ser realizados estudos relativamente ao IC7, recusando acrescentar algo sobre as restantes vias.

 

A A25 faz a ligação entre Aveiro e Vilar Formoso e A23 entre a Guarda e Torres Novas.




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pertinaz 06.03.2018

SÓ O PASSOS COELHO É QUE TINHA OBRIGAÇÃO DE ABOLIR PORTAGENS...

Alentejano 06.03.2018

Não tenho problemas com os lucros honestos e caso me fosse proposto o negócios que quem ficou com os PPP levou também aceitaria mas são imorais e usados somente para favorecer amigos abusando do que é de todos! e prejudicando claramente uma larga maioria de milhões para preveligiar uns quantos!

CaTu 06.03.2018

O governo das esquerdas mantém as portagens porque tal como os anteriores respeita os lucros das PPPs assim paga quem usa e pagam todos os contribuintes para garantir os compromissos das PPPs.

Alentejano 06.03.2018

mas a palavra dos políticos vale o que vale e depois da brisa privatizada e o interior preso nas cadeias criadas pelas auto estradas que criaram um fosso entre o interior e o litoral privatizaram também as scut e com custos e sem lucros ainda por cima! pior só os PPP. interior desertificado pois ...

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