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Pedro Passos Coelho: Governo está disponível para ajustar a estratégia orçamental

Depois de Maria Luís Albuquerque foi agora a vez de o primeiro-ministro afirmar que o Governo está disposto a ajustar a estratégia orçamental para sair do procedimento de défice excessivo em 2015.

Miguel Baltazar/Negócios
Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 05 de Novembro de 2014 às 18:29
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"Iremos sair do procedimento de défice excessivo em 2015 [ou seja, ter um défice orçamental abaixo de 3%]. Não vou assustar os portugueses com medidas que não sei se vão ser necessárias, mas o Governo está disposto a ajustar a sua estratégia orçamental se isso for necessário [para reduzir o défice]", afirmou o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho no dia em que foram conhecidas as conclusões do FMI, da União Europeia e do BCE sobre a primeira missão de monitorização pós-programa, e horas após a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, ter reiterado o "compromisso firme" em deixar o défice abaixo dos 3% no próximo ano, se necessário, com um ajustamento da estratégia orçamental.

 

Recorde-se que Pedro Passos Coelho definiu como "ponto de honra tirar Portugal do défice excessivo em 2015". No entanto, as últimas estimativas do FMI, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu indicam que Portugal deverá fechar o próximo ano com um défice orçamental superior a 3% (a meta definida no Orçamento do Estado para 2015 é de 2,7% do PIB).

 

Pedro Passos considera que, "nesta altura, o Governo não tem razões para alterar as previsões" macroeconómicas inscritas no Orçamento do Estado para o próximo ano. Ainda assim, sublinha que "previsões são previsões, sejam elas do Governo ou da Comissão Europeia, e que estas vão sendo ajustadas ao longo do tempo".

 

Por agora, referiu o primeiro-ministro, os "resultados mostram que as nossas previsões não são assim tão optimistas".

 

Esta tarde, antes de serem conhecidas as estimativas do FMI, e tendo apenas conhecimento das previsões de Bruxelas, Luís Marques Guedes, ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, na habitual conferência de imprensa após o Conselho de Ministros afirmou que o "cenário macroeconómico [do Orçamento do Estado para 2015] é perfeitamente credível e realista", sendo "corroborado" pelos dados divulgados esta quarta-feira sobre a taxa de desemprego. Esta recuou no terceiro trimestre deste ano para 13,1%, 0,8 pontos percentuais abaixo do valor observado nos três meses anteriores.

 

"De um lado temos previsões [de Outono da Comissão Europeia], do outro temos dados [do desemprego]. E os dados parecem confirmar as previsões do Governo", afirmou Luís Marques Guedes esta quarta-feira.

 

À tarde, depois de serem apresentadas as previsões do Fundo Monetário Internacional – que apontam para um défice de 3,4% do PIB em 2015 - a ministra das Finanças sublinhou que "toma nota dos riscos evidenciados" [pelo FMI e por Bruxelas] mas considera que face às informações de que dispõe, relativamente à execução orçamental de 2014, as projecções subjacentes à proposta do plano orçamental para 2015 se "mantêm adequadas".

 

Contudo, reiterando "o compromisso firme de garantir, em 2015, a saída de Portugal do procedimento por défice excessivo", o Ministério das Finanças assegura que continuará a acompanhar a evolução dos acontecimentos. Neste contexto, se for necessário, garante que será possível "ajustar atempadamente a sua estratégia caso venha a revelar-se necessário".

 

(Notícia actualizada às 18h51)

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