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Pelo menos 300 mil funcionários públicos podem perder emprego nos próximos anos

Pelo menos 300 mil funcionários públicos britânicos podem perder o emprego nos próximos anos devido às medidas adoptadas pelo novo governo de coligação para reduzir o défice de 156 mil milhões de libras.

Lusa 23 de Maio de 2010 às 20:46
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Pelo menos 300 mil funcionários públicos britânicos podem perder o emprego nos próximos anos devido às medidas adoptadas pelo novo governo de coligação para reduzir o défice de 156 mil milhões de libras.

O cálculo é feito hoje pelo The Sunday Times, um dia antes do novo ministro das Finanças britânico, o conservador George Osborne, anunciar os departamentos que vão sofrer os primeiros cortes que deverão originar uma poupança de 6.000 milhões de libras (6 900 milhões de euros) previstos para este ano.

Segundo o jornal, os cortes vão atingir muitas das actuais regalias dos funcionários, tais como viagens de táxi, voos, hotéis, bem como uma série de organismos privados que oferecem serviços públicos mas que são financiados pelo governo.

Entre as dezenas de milhares de empregados que podem ficar na rua devido aos cortes forçados, há milhares de médicos e enfermeiras, afirma o jornal, que cita documentos internos do Serviço Nacional de Saúde. O jornal calcula que até 120 000 pessoas empregadas actualmente no sector da saúde possam perder o emprego. Segundo o jornal, o mesmo destino terão cerca de 100 000 funcionários de autarquias em todo o país e milhares de polícias e pessoal civil que trabalha nas esquadras.

O ministério da Defesa que tem de reduzir em 25 por cento os gastos administrativos, terá que eliminar 20 000 empregos, cortes que afectarão também o pessoal militar. Entretanto, o primeiro-ministro, David Cameron, que reduziu o número de seguranças e motoristas dos ministérios, comprometeu-se a pagar do seu bolso os gastos da reforma da residência oficial de Downing Street, para onde finalmente deverá mudar-se no início da próxima semana com a família.

Segundo vários meios britânicos, os ministros e outros altos funcionários foram instados a renunciar a viagens de táxis e a viajar nos transportes públicos como qualquer cidadão.
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