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Pequim desvaloriza fim de parceria entre Sonangol e Sinopec

O governo chinês desvalorizou hoje a ruptura da s negociações entre a petrolífera estatal angolana Sonangol e a sua congénere chinesa Sinopec para a construção conjunta da refinaria do Lobito, afirmando que são consequências do funcionamento do mercado li

Negócios com Lusa 08 de Março de 2007 às 10:36
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O governo chinês desvalorizou hoje a ruptura das negociações entre a petrolífera estatal angolana Sonangol e a sua congénere chinesa Sinopec para a construção conjunta da refinaria do Lobito, afirmando que são consequências do funcionamento do mercado livre.

"Alguns casos [de cooperação económica internacional] são bem sucedidos, outros não", disse hoje o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Qin Gang, na habitual conferência de imprensa de rotina.

Qin comentava assim o anúncio da Sonagol, feito na terça-feira, de que vai construir sozinha a refinaria do Lobito, no centro de Angola, um projecto avaliado em 3,7 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros), após terem falhado as negociações com a Sinopec.

O falhanço do negócio é o primeiro grande desaire de uma empresa petrolífera chinesa em África, após Pequim ter investido tempo, dinheiro e esforços diplomáticos na sua relação com África em geral e em Angola em particular, para as segurar o acesso seguro e preferencial aos recursos naturais e energéticos do continente, que a China necessita para alimentar o rápido crescimento económico.

O porta-voz não respondeu a uma pergunta sobre as consequências para a China do falhanço do negócio com a Sonangol, que os analistas consideram poder ameaçar a estratégia chinesa de cooperação energética em África.

Recentemente, numa conferência de imprensa em Luanda, o presidente do Conselho de Administração da Sonangol afirmou que as negociações decorreram até Janeiro mas que caíram depois num impasse devido à falta de acordo quanto ao que produzir na refinaria.

"Não podemos fazer uma refinaria só para fazer produtos para a China", disse Manuel Vicente, citado pelo jornal angolano "Semanário Angolense".

Diversos observadores encaram o falhanço do negócio como um desaire político da China, uma vez que Pequim sempre se esforçou para manter boas relações com Angola, o maior fornecedor petrolífero chinês.

Em Junho de 2006, numa oferta superior a dois mil milhões de dólares (1 ,52 mil milhões de euros), a Sinopec, maior petrolífera da Ásia em capacidade de refinaria, comprou participações em três blocos de exploração petrolífera off-shore angolanos, com um total de reservas provadas de 3.200 mil milhões de barris , para explorar em conjunto com a Sonangol, numa joint-venture na qual a petrolífera chinesa detém 75%.

A China, através do seu Banco de Exportações e importações concedeu a Angola, nos três últimos anos, empréstimos de 4,4 mil milhões de dólares (3,34 mil milhões de euros), a serem pagos em barris de petróleo.

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