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Peripécias de um dia de eleições

Milhões de portugueses foram este domingo às urnas votar nos seus candidatos de eleição. Num dia de emoções fortes, alegrias e tristezas, de surpresas e confirmações, houve ainda tempo para episódios caricatos. Desde mortos que apareceram para votar, ex-autarcas que foram impedidos de exercer o seu direito de voto a mulheres que ficaram em choque e a festejos na prisão. As peripécias foram muitas num dia que terminou já de madrugada e sem os votos todos contados.

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- Quem semeia ventos colhe…

Manuel Pizarro semeou “ventos” de manhã e colheu “tempestades” ao final do dia. O candidato do PS à Câmara Municipal do Porto atrasou-se na ida às urnas porque esteve a jardinar primeiro. O candidato chegou à Escola EB 2/3 Maria Lamas, em Ramalde, pelas 10h15 e acabou por votar às 10h30, depois da hora prevista. Divertido, Pizarro explicou que esteve "a fazer jardinagem" e sujou a camisa. “Foi por isso que me atrasei. Tive que mudar de roupa antes de sair, havia lá uns trabalhos em casa que estavam atrasados", justificou o ex-secretário de Estado Adjunto da Saúde, que acabou por perder a corrida para o independente Rui Moreira, mas ficou à frente do social-democrata Luís Menezes.

 

 

- Votações a céu aberto

Um tecto desabado e um delegado do PS ferido marcaram o dia de autárquicas na freguesia das Achadas da Cruz, na Madeira. Poucas horas depois da abertura da mesa de voto, na antiga escola primária da freguesia do concelho de Porto Moniz, o tecto acabou por cair ferindo Francisco Cecílio Gomes na cabeça. O acidente não impediu a continuação da votação. O delegado ferido foi levado para o hospital e o suplente foi chamado a jogo.

 

 

- Ex-autarca “varrido” dos cadernos eleitorais  

Já foi autarca mas este domingo nem votar conseguiu. Manuel Vaz Antunes, ex autarca da freguesia de Sobreposta, em Braga, não conseguiu votar por ter sido “varrido” dos cadernos eleitorais. "Toda a vida votei aqui. Fui autarca aqui. Agora nem votar posso. O meu número de eleitor é o 525 só que não aparece no caderno eleitoral nem em lado nenhum", explicou à Lusa. “Estou revoltado e chocado. Não se varre assim uma pessoa dos cadernos eleitorais”, vociferou Manuel Antunes que decidiu, no entanto, não apresentar queixa.

 

 

- Entre “votos” e feridos …

A contagem de votos é sempre um momento de “stress” e tensão, mas na rua Josefa de Óbidos, na freguesia da Graça em Lisboa, houve também tempo para uma agressão. Um delegado de mesa de voto foi conduzido ao Hospital de São José com ferimentos ligeiros, em resultado de uma desordem na contagem dos boletins de voto. O oficial de dia do Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública disse à Lusa que uma patrulha foi chamada ao local para sanar incidentes entre o presidente de Junta, Paulo Quadrado, um delegado de mesa e um escrutinador. Não foram feitas detenções.

 

 

- Vitória do PS deixa mulher em choque

A vitória do PS, na freguesia de Várzea, em Barcelos, não terá agradado a todos os eleitores, mas chocou em particular uma mulher. Não pela vitória em si, mas pela forma como foi comemorada. Por volta das 21 horas, o barulho de um petardo lançado alegadamente para festejar a vitória do PS acabou por deixar em choque uma mulher, que teve de ser conduzida para o hospital.

 

 

- Vitória de Paulo Vistas celebrada na Carregueira com Isaltino Morais

Os apoiantes do candidato vencedor no concelho de Oeiras, Paulo Vistas, celebraram a vitória nas autárquicas junto ao Estabelecimento Prisional da Carregueira, em Sintra. Paulo Vistas, antigo vice-presidente da Câmara de Oeiras, que assumiu a liderança do concelho após a prisão de Isaltino, em Abril, é considerado por muitos como seu sucessor. Ao início da madrugada várias viaturas ter-se-ão aproximado do estabelecimento prisional, a buzinar. Como resposta, Isaltino terá lançado jornais incendiados pela janela da sua cela, segundo a Lusa, que refere fonte não identificada. 

 

- Troca de cadernos em Vila Verde obriga à emissão de 300 certidões de eleitor

Uma troca de cadernos eleitorais, entre duas assembleias de voto, ocorreu na freguesia de Duas Igrejas, concelho de Vila Verde. O episódio, que afectou perto de 300 eleitores e causou “alguma confusão”, resolveu-se com acordo de todos os partidos, segundo a Lusa. Para cada uma das 300 pessoas envolvidas foi extraída uma certidão de eleitor, via Internet, da página da Direcção Geral das Autarquias Locais.

 

 

- Em Faro os "mortos" vão votar

Um indivíduo não pôde exercer o direito de voto, na freguesia da Sé, em Faro, por ter sido dada baixa do seu recenseamento, por motivo de morte. Assim o nome do cidadão não constava dos cadernos eleitorais. Na base do equívoco, terá estado a devolução de uma carta da Comissão Nacional de Eleições, com a indicação de que tinha falecido, terá explicado a Junta de Freguesia ao lesado.

 

 

- Candidato do PSD identificado pela PSP 

O candidato do PSD à Câmara Municipal de Leiria, Álvaro Madureira, permaneceu “muito tempo junto às mesas de voto” e acabou a ser identificado pela PSP, tendo o incidente sido reportado à Comissão Nacional de Eleições (CNE). A denúncia partiu da oposição socialista que justificou a medida pelas “várias horas” que Madureira esteve no local. Por seu lado, fonte da candidatura do PSD afirma que “não existe qualquer impedimento legal” ao acontecido e garante não ter existido “qualquer ostentação de símbolos ou incitamento ao voto”, cita a Lusa.

 

 

- Descontentamento pela união de freguesias leva manifestantes a derrubar mesa 

Um protesto contra a agregação das freguesias de Ourondo e Casegas levou ao derrubamento da mesa de voto e à destruição da urna e boletins por várias dezenas de populares.O que era para ser um boicote à mesa de voto de Ourondo assumiu proporções mais violentas quando os populares perceberam que cinco cidadãos tinham já votado.

 

 

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