Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Peritos defendem que existiu sabotagem na queda do avião em Camarate

A comissão multidisciplinar de peritos encarregada de investigar o acidente de Camarate concluiu que a queda do Cessna que vitimou o então primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro se deveu a «um acto de sabotagem», noticiou a agência Lusa.

Negócios negocios@negocios.pt 06 de Dezembro de 2004 às 18:04
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

A comissão multidisciplinar de peritos encarregada de investigar o acidente de Camarate concluiu que a queda do Cessna que vitimou o então primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro se deveu a «um acto de sabotagem», noticiou a agência Lusa.

De acordo com a conclusão da súmula do relatório distribuído hoje aos deputados da VIII Comissão de Inquérito sobre Camarate, a explicação plausível para o despenhamento da aeronave a 04 de Dezembro de 1980 encontra-se «não em razões acidentais, mas sim no rebentamento – e correspondentes consequências – de um engenho explosivo que incapacitou a aeronave e/ou os seus tripulantes».

«Não só não se encontra qualquer indício que permita filiar tal rebentamento em qualquer anomalia dos equipamentos de bordo, como se consegue compatibilizar todo um conjunto de indícios reveladores de ter sido essa a causa adequada e necessária do rebentamento», refere o documento, apresentado pelo presidente da comissão de inquérito, o líder parlamentar do CDS Nuno Melo.

Num outro ponto, onde se faz a análise das assinaturas físicas e químicas de eventual utilização de explosivos, o relatório da comissão multidisciplinar de peritos refere um conjunto de factos apurados para concluir pela existência de sabotagem.

«Este conjunto de evidências parece-me suficientemente coerente para alicerçar os indícios de que a aeronave CESSNA 421A YV-314-P se despenhou em Camarate na noite de 4 de Dezembro de 1980 em consequência de um acto de sabotagem», refere o documento.

Os deputados do PSD pediram que se avançasse imediatamente com a preparação do relatório final da comissão de inquérito, de modo a ser votado na próxima quinta-feira (previsivelmente o último plenário desta legislatura), mas, a pedido da oposição, concordaram em marcar uma audição prévia com a comissão multidisciplinar de peritos, que poderá acontecer terça-feira de manhã.

Mais lidas
Outras Notícias