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Perspectivas sobre emprego atingem valor mais alto desde 2007

Os vários indicadores de confiança melhoraram, sobretudoas expectativas das famílias sobre o mercado de trabalho.

Paulo Duarte/Negócios
Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 06 de Janeiro de 2014 às 21:50
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O indicador de confiança dos consumidores voltou a recuperar em Dezembro, renovando máximos de Outubro de 2010, devido ao "contributo positivo de todas as componentes, mais expressivo no caso das expectativas sobre a evolução do desemprego". Tal como as famílias, também os empresários continuam a revelar-se progressivamente menos pessimistas.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), que divulgou nesta segunda-feira os resultados mais recentes dos inquéritos mensais para avaliar a evolução da conjuntura, o indicador de confiança dos consumidores passou de -41,8 em Novembro para -40,4 em Dezembro. O mínimo foi registado em Dezembro de 2012, em -59,8, sendo que a média da série estatística é de -30,5.

Segundo o INE, as famílias voltaram a revelar-se menos pessimistas em relação a todas as componentes do índice (evolução da situação financeira do país, do seu agregado familiar, dos preços e da sua capacidade de poupar e de comprar bens duradouros) tendo, porém, a recuperação sido mais expressiva no caso das expectativas em relação à evolução do desemprego.

 

Salienta o INE que "o saldo das expectativas relativas à evolução do desemprego apresentou uma diminuição significativa em Dezembro, mantendo o acentuado perfil descendente iniciado em Janeiro de 2013 e registando o valor mais baixo desde Fevereiro de 2007".

Também a confiança dos empresários está em máximos de Janeiro de 2011, tendo o indicador de clima económico passado -1,2 para -1. O mínimo desta série estatística foi registado há um ano, em Dezembro de 2012, em -4,1. A média desta série, que remonta a 1989, está em 1,5. O INE destaca, neste caso, a circunstância de nos últimos seis meses se terem observado subidas nos indicadores de confiança de todos os sectores (Indústria Transformadora, Construção e Obras Públicas, Comércio e Serviços).

Os dados quantitativos mais recentes do INE revelam que a taxa de desemprego desceu no terceiro trimestre para 15,6%, tendo sido esta a primeira vez, desde 2008, que o desemprego desceu em dois trimestres consecutivos. Também no terceiro trimestre a economia cresceu 0,2%, no segundo trimestre consecutivo de crescimento.

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