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Peso da dívida espanhola deverá duplicar nos próximos anos

O peso da dívida espanhola pode mais do que duplicar para um montante equivalente a 90% do PIB, com o défice orçamental a crescer rapidamente e a expansão económica a ser mais lenta do que noutros países da União Europeias.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 10 de Dezembro de 2009 às 11:41
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O peso da dívida espanhola pode mais do que duplicar para um montante equivalente a 90% do PIB, com o défice orçamental a crescer rapidamente e a expansão económica a ser mais lenta do que noutros países da União Europeias, segundo disse o analista do Standard & Poor’s, Trevor Cullinan à Bloomberg.

“O peso da dívida vai aumentar para cerca de 80% do PIB, talvez mesmo 90%, até meados da próxima década”, disse o analista numa entrevista à Bloomberg Television. A dívida pública espanhola era de 39,7% do PIB espanhol no ano passado, avança a agência de notícias.

A perspectiva para a classificação de AA+, da dívida espanhola, foi revista em baixa para “negativa”, indicando que a Espanha poderá ver o “rating” da sua dívida reduzido para AA-, aumentando os custos de financiamento em que incorre.

A Bloomberg avança que apesar de Espanha ter um peso da dívida inferior à média europeia, o seu défice orçamental será dos maiores, com as estimativas a apontarem para um défice de cerca de 11%, no final do ano.

O analista disse ainda que espera ver o desemprego crescer em “direcção aos 20%”, de uma taxa de desemprego de 19,3%, em Outubro, sendo que existem pressões deflacionistas “significativas”, no país. Os preços no consumidor caíram Outubro, relativamente a Março e apesar de os preços terem subido em Novembro, a inflação espanhola permanece abaixo da média europeia, acresce a Bloomberg.

Hoje a Espanha fez uma emissão obrigacionista a dez anos e viu a procura das suas obrigações a descer para 2,1 vezes o valor leiloado. Uma procura que compara com 2,2 vezes no último leilão, que ocorreu a 15 de Outubro.

Mais significativa é a subida da taxa de retorno das obrigações espanholas, cujo prémio face às alemãs cresceu para 72,1 pontos base, hoje, de 69,5 pontos base, ontem.

“Não estou rendido ao resultado” da colocação de dívida do governo espanhol, disse o analista da Calyon, Peter Chatwell. “A procura é decente, mas é um reflexo da dubida razovel das taxas de retorno durante o leilão e de que eles estão a vender [uma quantidade] próxima do limite inferior do montante”.

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