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Pessimismo dos portugueses face à situação económica do país agravou-se no último meio ano

Quatro meses depois de ter sido eleito, José Sócrates tem nas mãos um país «deprimido» e pouco esperançado na retoma da economia. Quase 90% dos inquiridos considera a situação económica «má» ou «muito má». O desemprego, o aumento dos impostos, a perda de

Negócios negocios@negocios.pt 27 de Junho de 2005 às 08:51
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Quatro meses depois de ter sido eleito, José Sócrates tem nas mãos um país «deprimido» e pouco esperançado na retoma da economia. Quase 90% dos inquiridos considera a situação económica «má» ou «muito má». O desemprego, o aumento dos impostos, a perda de direitos na Função Público e um «buraco» no défice superior a 9 mil milhões de euros ajudam a afundar a confiança na economia de um país que se encontra em crise desde 2002.

Os portugueses estão muito pessimistas em relação à situação económica do país, um sentimento de forte negativismo que se agravou no último meio ano.

Quase 90% dos inquiridos da sondagem Público-Universidade Católica, realizada entre 18 e 20 de Junho de 2005, consideram que a situação económica do país é «má» ou «muito má». E a avaliação negativa do estado da economia - uma constante desde meados de 2002, altura em que Durão Barroso disse que o país «estava de tanga» - aumentou desde Janeiro deste ano de forma acentuada.

No início de 2005 havia mais inquiridos a considerar a situação «má» (48%) do que a classificá-la como «muito má» (34%). Meio ano depois, em Junho de 2005, a situação inverteu-se: 51% definem-na como «muito má» e apenas 37% como «má». Além disso, só 10% a apelidam de «assim-assim», longe dos tempos ainda «dourados» do guterrismo quando, em Maio de 2000, 51% dos inquiridos afirmava que a situação económica estava «assim-assim» e apenas 38% a classificavam de «má» ou «muito má».

Quatro meses depois de ser eleito, José Sócrates tem pois nas mãos um país «deprimido» e pouco esperançado na retoma da economia, pois o inquérito também revela que 36% dos entrevistados acreditam que dentro de um ano as coisas estarão ainda piores. Em Janeiro de 2005 o número de pessimistas era de 30%.

A percentagem de inquiridos que admite que a situação estará melhor dentro de um ano é idêntica: no início do ano havia 20% a acreditar numa melhoria do panorama económico, contra 19% em Junho. Neste domínio a mudança de governo não fez com que os portugueses passassem a acreditar mais no futuro a curto prazo.


A dramatização da situação das contas públicas serve ao Governo socialista - como serviu à coligação PSD/CDS - para tomar medidas impopulares, que estão a merecer já uma forte contestação, especialmente por parte dos trabalhadores da Função Pública. O inquérito mostra que uma maioria relativa dos inquiridos (39%) «discorda» das medidas anunciadas e que quase um terço «não sabe o suficiente para responder». Há, contudo, 27% a afirmar que «concorda».

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