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Petróleo cai 6% desde sismo no Japão

Protestos no Médio Oriente já não têm força para impulsionar a matéria-prima devido ao perigo de um acidente nuclear no império nipónico.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 15 de Março de 2011 às 16:42
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O sismo e o tsunami no Japão e as consequentes explosões na central nuclear de Fukushima levaram o petróleo a cair mais de 5% nos dois principais mercados de negociação da matéria-prima desde sexta-feira.

O West Texas Intermediate, negociado nos Estados Unidos, alcançou hoje o nível mais baixo em duas semanas e está a cair 3,04% para 98,11 dólares. Desde o dia 11 de Março, a queda é de 6,01%, de acordo com dados da Bloomberg.

Por sua vez, o Brent do Mar do Norte, referência para as importações portuguesas, desvalorizou 3,56% para 109,62 dólares, quando nas últimas semanas esteve até a 21 cêntimos dos 120 dólares, quando estava a ser animado pelos conflitos no Médio Oriente. Desde o sismo e tsunami do Japão, os preços da matéria-prima negociada em Londres já desceram 5,38%.

A especulação sobre interrupções de oferta devido aos conflitos no Médio Oriente e no Norte de África e a declaração de estado de emergência no Bahrain estão a ser compensadas pelos receios em torno da situação japonesa, em que a ameaça de um acidente nuclear continua a pairar nos ares.

“A terceira explosão na central nuclear de Fukushima é um sinal de que estamos a ver um problema a longo prazo, o que terá um impacto considerável na economia japonesa”, refere a analista Gene McGillian à Bloomberg. Desde o terramoto, o Topix perdeu 18%, tendo hoje depreciado 9,5%, a maior quebra desde Outubro de 2008.

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