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Petróleo cai 7% a corrigir de fortes ganhos

Os preços do petróleo seguiam a desvalorizar cerca de 7% nos mercados de referência a corrigir da forte valorização registada na última sessão do ano, quando a matéria-prima avançou mais de 13,5%.

Lara Rosa lararosa@negocios.pt 02 de Janeiro de 2009 às 08:22
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Os preços do petróleo seguiam a desvalorizar cerca de 7% nos mercados de referência a corrigir da forte valorização registada na última sessão do ano, quando a matéria-prima avançou mais de 13,5%.

O West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque, desvalorizava 7,65% para os 41,20 dólares, depois de ter disparado mais de 14% no dia 31 de Dezembro. Em Londres, o Brent do mar do Norte, que serve de referência às importações europeias, afundava 6,78% para os 42,50dólares, tendo registado um ganho de 13,55% no último dia do ano.

Na quarta-feira o petróleo foi impulsionado pela reservas petrolíferas norte-americanas, que apesar de terem registado aumentado, a subida foi menor que a esperada. Também a contribuir para os ganhos esteve o anúncio de que Angola reduziu as exportações agendadas para Fevereiro da matéria-prima em cerca de 13%, para responder às quotas impostas pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Na sessão de hoje o petróleo seguia a corrigir dos fortes ganhos registados, com os investidores a temerem um acentuar da queda da procura devido à crise económica.

O consumo de combustível nos EUA, a maior economia do mundo, caiu 3,7% durante as quatro semanas que terminaram a 26 de Dezembro, quando comparado com os números registados no ano anterior.

Os receios de uma queda mais acentuada da procura de produtos petrolíferos foram a principal razão para a desvalorização de mais de 50% dos preços do petróleo em 2008. Apesar da queda, os primeiros sete meses do ano passado foram caracterizados por uma valorização da matéria-prima, tendo sido atingido um máximo histórico de 147,27 dólares em Nova Iorque e de 147,50 dólares em Londres.

Os investidores acreditaram que o impacto da crise financeira e do mercado de crédito na economia real seria reduzido e que as economias emergentes iriam passar ao lado da turbulência, o que suportou as cotações do petróleo.

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