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Petróleo cai mais de 3% com expectativas de redução da procura

Os preços do petróleo seguiam a desvalorizar penalizados pelas expectativas de que o corte de produção realizado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) não seja suficiente para evitar a queda das cotações dada a redução da procura.

Lara Rosa lararosa@negocios.pt 22 de Dezembro de 2008 às 17:53
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Os preços do petróleo seguiam a desvalorizar penalizados pelas expectativas de que o corte de produção realizado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) não seja suficiente para evitar a queda das cotações dada a redução da procura.


O West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque, seguia a desvalorizar 3,61% para os 40,83 dólares e, em Londres, o Brent do mar do Norte, que serve de referência às importações europeias, perdia 3,14% para os 42,62 dólares por barril.

A pressionar a matéria-prima estão as expectativas de que o corte de produção realizado pelo cartel responsável por mais de 40% da produção petrolífera mundial não seja suficiente para estabilizar os preços uma vez que a procura continua a diminuir.

A suportar estas expectativas está a divulgação das importações petrolíferas japonesas, que recuaram 17% para os 3,71 milhões de barris diários, em Novembro, o que mostra a queda da procura dos produtos petrolíferos.

O mercado acredita a OPEP não pode cortar a produção de forma a conseguir acompanhar a redução da procura uma vez que deterioração da economia global deverá continuar a verificar-se.

A semana passada foi a décima primeira em 12 semanas em que se registou uma subida das reservas petrolíferas na maior economia do mundo, o que sugere que o consumo de produtos petrolíferos tem vindo a diminuir.

As próprias palavras dos responsáveis da organização fortalecem as previsões do mercado. Os membros do cartel continuam a ressalvar a ideia de que com a continuação da queda das cotações do petróleo, terão de tomar mais medidas.

Estas palavras levaram o petróleo a valorizar durante a manhã com receios de novos cortes de produção.
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