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Petróleo recua com impasse no plano do Tesouro americano

Os preços do petróleo seguiam a recuar, em ambos os mercados de referência, penalizados pelo impasse na aprovação do plano apresentado pelo Tesouro para o sistema bancário. Este desenvolvimento veio acentuar os receios com a economia do maior consumidor energético do mundo, o que poderá abrandar a procura por combustíveis.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 26 de Setembro de 2008 às 09:14
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Os preços do petróleo seguiam a recuar, em ambos os mercados de referência, penalizados pelo impasse na aprovação do plano apresentado pelo Tesouro para o sistema bancário. Este desenvolvimento veio acentuar os receios com a economia do maior consumidor energético do mundo, o que poderá abrandar a procura por combustíveis.

O West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque, descia 2,23% para os 105,61 dólares, enquanto o Brent, do Mar do Norte, que serve de referência para as exportações europeias, recuava 2,54% para os 101,94 dólares. Em ambos os mercados, a matéria-prima encerrou ontem a apreciar mais de 2%.

A aprovação pelo Congresso do plano no valor de 700 mil milhões de dólares apresentado na semana passada pelo Secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, para estabilizar a situação do sistema bancário chegou ontem a um impasse. Um grupo de republicanos veio afirmar que não iria aprovar este plano.

“As subidas e descidas que temos visto no mercado de petróleo dependem profundamente da força do plano de resgate”, afirmou Hirofumi Kawachi, analista de energia do Mizuho Investors Securities, citado pela agência Bloomberg. O mesmo responsável acrescentou que “as pessoas estão simplesmente a perder a confiança na capacidade do Congresso passar o plano projectado”.

Esta situação agrava os receios com a “saúde” da economia norte-americana que é a maior consumidora de energia. Um abrandamento do crescimento deverá significar um abrandamento da procura, o que pressiona os preços das matérias-primas nos mercados internacionais.

As preocupações com o cenário macroeconómico acentuam com os últimos dados divulgados do outro lado do Atlântico. As vendas de casas novas desceram em Agosto para um mínimo de 17 anos. As encomendas de bens duradouros desceram mais de duas vezes do que o estimado (4,5%), em Agosto.
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