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Petróleo recupera quedas de ontem e avança mais de 1% em Londres

Os preços do petróleo seguiam a valorizar nos mercados internacionais, a recuperar da desvalorização sofrida na sessão de ontem depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter cortado as suas estimativas para a procura mundial da matéria-prima para 2009. Apesar dos ganhos de hoje, nos Estados Unidos, o "ouro negro" prepara-se para registar a maior descida semanal num mês.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 16 de Janeiro de 2009 às 09:09
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Os preços do petróleo seguiam a valorizar nos mercados internacionais, a recuperar da desvalorização sofrida na sessão de ontem depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter cortado as suas estimativas para a procura mundial da matéria-prima para 2009. Apesar dos ganhos de hoje, nos Estados Unidos, o “ouro negro” prepara-se para registar a maior descida semanal num mês.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, seguia a subir 0,28% para os 35,50 dólares, depois de ontem ter cedido mais de 5% para os 35,40 dólares. Já o Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa transaccionado em Londres, avançava 1,41% para os 48,35 dólares. O Brent terminou a sessão de ontem com uma queda de cerca de 1%.

Esta semana, o WTI acumula uma perda superior a 13%, enquanto o Brent valoriza cerca de 8%. Este comportamento distinto aumenta a distância entre os preços praticados em Nova Iorque e em Londres que era, nesta altura, de cerca de 13 dólares.

O cartel, responsável pela produção de mais de 40% do petróleo mundial, anunciou ontem que cortou as estimativas para a procura da matéria-prima este ano devido ao acentuar da recessão económica global. A OPEP prevê que a procura do petróleo diminua 4,2%, o que corresponde a uma redução de 1,4 milhões de barris diários para os 29,5 milhões.

Também o instituto norte-americano de petróleo veio ontem anunciar que a procura de combustíveis nos Estados Unidos desceu 6% no ano passado, a maior queda desde 1980.

“O actual cenário de contínuas más notícias económicas significa que haverá um longo espaço de tempo até que vejamos a procura recuperar”, afirmou Victor Shum, consultor da Purvin & Gertz, citado pela agência Bloomberg.

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