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Petróleo atinge terceiro recorde consecutivo e aproxima-se dos 61 dólares

O petróleo atingiu hoje o terceiro recorde consecutivo e na Bolsa de Nova Iorque está agora mais perto dos 61 dólares por barril, com o mercado a temer que o novo presidente do Irão vai afastar os investidores estrangeiros do segundo maior produtor da OPE

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 27 de Junho de 2005 às 15:46
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O petróleo atingiu hoje o terceiro recorde consecutivo e na Bolsa de Nova Iorque está agora mais perto dos 61 dólares por barril, com o mercado a temer que o novo presidente do Irão vai afastar os investidores estrangeiros do segundo maior produtor da OPEP e criar tensões com os Estados Unidos.

Em Nova Iorque o crude valorizava 0,85% para os 60,35 dólares, depois de ter fixado o novo máximo histórico nos 60,64 dólares. O brent, que é negociado em Londres, apreciava 0,96% para os 58,92 dólares, aliviando do máximo histórico atingido nos 59,21 dólares.

O nacionalista Mahmoud Ahmadinejad venceu as eleições no Irão e já prometeu que vai dar prioridade às empresas iranianas para desenvolver o mercado petrolífero. Este anuncio, que afasta o investimento das petrolíferas estrangeiras no país, aliado ao facto de o governante ter também adiantado que pretende desenvolver a energia nuclear para produzir electricidade, assustou os investidores.

«É um direito do Irão» de desenvolver energia nuclear, afirmou o presidente eleito Mahmoud Ahmadinejad. O responsável, fundador do grupo que assaltou a embaixada dos EUA em 1979 no Irão, rejeitou o diálogo com os responsáveis daquele país, que acusam o Irão de desenvolver armas nucleares.

A possibilidade de tensões com os Estados Unidos, que já se mostraram apreensivos com os resultados das eleições, é um dos principais motivos para a nova escalada dos preços do petróleo, que no acumulado deste mês ascende já a 16%.

Esta subida deve-se também aos receios com o facto de se prever que a oferta disponível no mercado não seja suficiente para responder ao aumento procura. A OPEP, já a produzir perto da sua capacidade máxima, deverá voltar a aumentar a produção em 500 mil barris diários.

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