União Europeia PIB britânico cresceu em 2017 ao ritmo mais lento dos últimos cinco anos

PIB britânico cresceu em 2017 ao ritmo mais lento dos últimos cinco anos

A economia britânica avançou 0,5% nos três últimos meses do ano, o que fica ligeiramente acima dos 0,4% registados no terceiro trimestre. No total do ano, o crescimento económico do Reino Unido foi de 1,8%, o ritmo mais lento dos últimos cinco anos.
PIB britânico cresceu em 2017 ao ritmo mais lento dos últimos cinco anos
Bloomberg / Reuters / Getty Images
Negócios 26 de janeiro de 2018 às 11:14

A decisão do Reino Unido de sair da União Europeia começa a ter efeitos na economia. O produto interno bruto (PIB) cresceu no ano passado ao ritmo mais lento desde 2012. A economia, como um todo, cresceu 1,8% no ano passado, o que compara com os 1,9% registados em 2016, mostram os dados oficiais revelados esta sexta-feira, 26 de Janeiros, citados pela Bloomberg.

Olhando para o último trimestre do ano passado, a economia do Reino Unido cresceu 0,5%, ligeiramente mais dos que os 0,4% registados entre Julho e Setembro, mostram os dados oficiais.

Em 2016, de acordo com a Bloomberg, o Reino Unido foi uma das grandes economias a registar um crescimento económico mais rápido. Contudo, em 2017 essa tendência não se terá mantido, com as previsões económicas a indicarem que os Estados Unidos terão crescido mais, assim como a Alemanha. Os dados oficiais são conhecidos esta tarde, mas o mercado acredita que o PIB norte-americano tenha crescido 3% no último trimestre de 2017.

Olhando para a Europa, a Alemanha, o principal motor económico da região, o PIB cresceu 2,2% em 2017, o que representa o ritmo expansão mais forte em seis anos. Os economistas apontavam para um crescimento de 2,3%, depois do PIB ter crescido 1,9% em 2016.

A desaceleração económica do Reino Unido deve continuar a fazer-se sentir em 2018. O PIB deve abrandar para 1,4%, com os padrões de vida da população a continuarem sob pressão com o aumento da inflação e com o adiamento de investimentos por parte das firmas devido ao Brexit, refere a Bloomberg.