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Grécia supera estimativas e cresce 0,9% no segundo trimestre

A economia grega teve um desempenho ainda melhor do que inicialmente estimado no segundo trimestre deste ano. O PIB grego avançou 0,9% entre Abril e Junho, um crescimento de 1,6% face ao período homólogo.

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 28 de Agosto de 2015 às 13:09

O produto interno bruto (PIB) da Grécia cresceu 0,9% no segundo trimestre deste ano, uma melhoria de 0,1 pontos percentuais face ao crescimento anteriormente reportado pelo instituto de estatística grego (ELSTAT) de 0,8%. De acordo com os dados publicados esta sexta-feira, 28 de Agosto, pelo ELSTAT, o crescimento da economia helénica entre Abril e Junho deste ano representou um aumento de 1,6% face ao período homólogo.

Este crescimento consubstancia o ritmo mais elevado desde 2008 e é melhor do que a estimativa dos economistas então consultados pela agência Bloomberg que antecipavam uma contracção do PIB grego de 0,5% no segundo trimestre de 2015. Na altura, os analistas temiam o impacto dos movimentos de fuga de capital e o impasse nas conversações entre Atenas e os credores. O ELSTAT já havia revisto em alta os dados relativos ao primeiro trimestre deste ano, tendo afinal estagnado em vez de cair entre Janeiro e Março.

 

A apoiar a variação positiva da economia grega esteve o consumo das famílias, cuja despesa cresceu 1,1% no segundo trimestre. Neste período, as exportações cresceram 0,1%, sendo que as importações encolheram 4,9%, um reflexo do receio das famílias helénicas face à incerteza político-financeira que então grassava no país, com a ameaça de saída da Grécia da moeda única.

 

No entanto, a leitura da evolução da economia da Grécia não reflecte ainda o impacto do controlo de capitais e do encerramento dos bancos que entrou em vigor na Grécia a 29 de Junho. Esta decisão, anunciada no domingo 28 de Junho, foi tomada pelas autoridades gregas depois de a 26 de Junho o então ainda primeiro-ministro, Alexis Tsipras, ter anunciado a realização de um referendo popular em que os gregos deveriam responder se concordavam, ou não, com as medidas de austeridade exigidas pelos credores em troca de um acordo com a Grécia.

 

Ora, esta decisão surgiu numa altura em que já se intensificava o fluxo de fuga de capitais dos bancos gregos, que ficaram com condições de liquidez muito deterioradas. O controlo de capitais e o encerramento dos bancos foi uma decisão tomada com o intuito de controlar uma situação que seria certamente agravada pelo anúncio de um referendo que poderia significar a rejeição, por parte de Atenas, de um acordo com as instituições e uma provável saída grega do euro.

 

Todavia, o controlo de capitais e o encerramento do sistema financeiro durante semanas levou a que o índice que mede a evolução da produção industrial do país recuasse para um mínimo histórico em Julho. Outro dado oficial hoje divulgado, mostra que também o investimento caiu no segundo trimestre do ano, enquanto a formação bruta de capital fixo afundou 10,6% entre Abril e Junho.

 

Entretanto, o encerramento dos bancos já foi levantado e a política de controlo de capitais tem vindo a ser aliviada. Ainda há 10 dias, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu reduzir o tecto da linha de assistência de emergência (ELA, na sigla inglesa) para a banca helénica para 89,7 mil milhões de euros, uma decisão tomada em linha com um pedido do próprio banco central grego que terá justificado tal solicitação com a melhoria das condições de liquidez" do sistema financeiro do país. 

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