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PIB do segundo trimestre cresce 0,5% (act2)

O Produto Interno Bruto português no segundo trimestre deste ano cresceu 0,5% em termos homólogos, apresentando uma evolução positiva de 1% face aos primeiros três meses deste ano, anunciou o Instituto Nacional de Estatística. O crescimento da economia po

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 08 de Setembro de 2005 às 15:23
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O Produto Interno Bruto português no segundo trimestre deste ano cresceu 0,5% em termos homólogos, apresentando uma evolução positiva de 1% face aos primeiros três meses deste ano, anunciou o Instituto Nacional de Estatística. O crescimento da economia portuguesa em 2004 foi revisto em alta.

O crescimento de 0,5% verificado no segundo trimestre compara com o segundo trimestre do ano passado, que foi o melhor de 2004, devido ao efeito do Euro 2004. A melhoria da economia no segundo trimestre deste ano ficou a dever-se ao crescimento das exportações de bens e serviços, apesar de o investimento ter registado uma quebra.

No primeiro trimestre do ano o PIB tinha avançado 0,1%, com a economia portuguesa a conseguir então sair do período de recessão que atravessava. Os dados do segundo trimestre confirmam que a economia está finalmente a atravessar um período de recuperação.

O INE explica que o crescimento em cadeia (contra primeiro trimestre de 2005) de 1% ficou a dever-se ao crescimento das exportações de bens e serviços. No conjunto do primeiro semestre o PIB português cresceu 0,3% face aos primeiros seis meses do ano passado.

Para a totalidade do ano as previsões do Banco de Portugal apontam para um crescimento do PIB em 0,5%, uma meta que parece agora facilmente atingível.

O instituto explica que a beneficiar o crescimento da economia no segundo trimestre esteve o contributo menos desfavorável da procura externa líquida, o qual passou de -1,8 pontos percentuais (p.p.) no primeiro trimestre de 2005, para -0,5 p.p. no segundo.

Investimento cai mas consumo privado continua a impulsionar com antecipação de subida do IVA

No segundo trimestre a procura interna cresceu 1% em termos homólogos, com a queda do investimento a justificar o menor contributo deste indicador para o crescimento do PIB.

O investimento baixou 4,5% face ao período homólogo, uma queda mais abrupta que a verificada nos primeiros três meses deste ano, em 1,3%, explica o INE.

Já o consumo privado das famílias continua a sustentar o crescimento da economia portuguesa, com um crescimento de 3% no segundo trimestre, depois da expansão de 2,9% verificada nos primeiros três meses do ano.

Segundo o INE, o consumo privado contribuiu com 2 pp para o crescimento do PIB. A componente de bens de consumo duradouro foi a mais dinâmica do consumo privado, tendo crescido 9,9%.

«Este comportamento do consumo de residentes na aquisição de bens duradouros (automóveis e outros) deverá ter estado relacionado com a subida da taxa normal de IVA de 19% para 21% em Julho, o que conduziu a uma antecipação na aquisição destes bens no mês de Junho», explica o INE.

Exportações recuperam e importações desaceleram

No segundo trimestre de 2005 as exportações de bens e serviços desceram 0,1%, o que representa uma recuperação face à quebra de 0,9% verificada no primeiro trimestre, um valor que foi hoje revisto em baixa pelo INE.

Ao nível das Exportações de Bens, a recuperação foi mais notória, tendo-se registado uma variação em volume de 1,0% face a igual trimestre do ano anterior (-0,7% no 1º trimestre).

Pelo contrário, as Exportações de Serviços apresentaram uma variação homóloga de -4,2%, agravando-se face ao registado no trimestre anterior (-1,7%).

Esta queda nas exportações de serviços deve-se ao facto de estarem a comprar com o segundo trimestre de 2004, quando ocorreu em Portugal o euro 2004.

As importações de bens e serviços, por outro lado, continuaram em desaceleração, crescendo 1,2% em volume no segundo trimestre de 2005 em termos homólogos, face a 3,5% no anterior.

«Esta desaceleração é resultado da componente de importações de bens, a qual passou de 3,8% para 0,9% no primeiro para o segundo trimestres de 2005, respectivamente», explica o INE.

Em resultado, o contributo da procura externa líquida para o crescimento homólogo do PIB permaneceu desfavorável, em 0,5 pp, mas melhorando face ao registado no trimestre anterior, em 1,8p.p.

A Necessidade de Financiamento da economia portuguesa, medida em percentagem do PIB, desagravou-se, fixando-se em -7,4% no segundo trimestre de 2005 (-8,7% no período anterior).

Economia cresceu mais que o previsto em 2004

No que diz respeito ao ano de 2004, o INE reviu hoje em alta o crescimento da economia, devido a alterações nas regras de cálculo do produto por parte do instituto.

2000 passa a ser o ano base, sendo que o PIB nesse ano ascendeu a 141,115 mil milhões de euros (antes da sectorização dos SIFIM), o que se traduz numa reavaliação em alta de 4,5% relativamente à Base 1995.

Assim, em volume, o PIB apresenta agora um crescimento de 1,2% em 2004, face à anterior estimativa de 1,0%.

«Esta revisão derivou da introdução dos resultados preliminares sobre o comércio internacional de bens, mas sobretudo resultou da inclusão dos novos dados sobre a Despesa de Consumo Final das Administrações Públicas», refere o INE.

No ano passado a Despesa de Consumo Final das Administrações Públicas cresceu 2,4%, o dobro do anteriormente previsto.

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