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PIB nacional recua 0,3% no terceiro trimestre; cresce 2% entre Janeiro e Setembro

O PIB nacional recuou 0,3% no terceiro trimestre de 2001, face aos três meses anteriores, devido à desaceleração do consumo e das exportações. Nos primeiros nove meses do ano, o PIB cresceu 2% em termos homólogos, adiantou o INE.

João Mata 30 de Janeiro de 2002 às 11:00
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O produto interno bruto (PIB) nacional recuou 0,3% no terceiro trimestre de 2001, face aos três meses anteriores, devido à desaceleração do consumo e das exportações. Nos primeiros nove meses do ano, o PIB cresceu 2% em termos homólogos, adiantou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com as primeiras estimativas do INE, a economia nacional cresceu 1,3% no terceiro trimestre de 2001, relativamente ao mesmo período do ano anterior, um valor que compara com a progressão homóloga de 2,8% verificada nos três meses anteriores.

«Este abrandamento resulta, em grande medida, do comportamento desfavorável da procura externa, nomeadamente as exportações, mas também da desaceleração verificada no consumo privado», explicou o INE em comunicado.

«No conjunto dos três primeiros trimestres de 2001, a economia cresceu 2% face a igual período do ano anterior», adiantou o INE. Nos primeiros seis meses do ano, o PIB havia registado um aumento de 2,3% face ao período homólogo.

Excluindo a componente turismo, as exportações de bens e serviços diminuíram 4,3%, uma redução que derivou principalmente da quebra verificada no segmento do material de transporte, que «foi a principal causa da taxa de variação negativa do PIB no terceiro trimestre».

A mesma fonte acrescentou que no terceiro trimestre de 2001 ocorreu «uma quebra de fluxo de saídas de automóveis» para o estrangeiro.

Aumento no investimento atenua desaceleração do consumo

No terceiro trimestre, a procura interna «evidenciou um comportamento positivo», ao crescer 2,2%, «fundamentalmente em resultado da melhoria no investimento», que foi a variável mais dinâmica da procura interna, de acordo com o INE.

A formação bruta de capital fixo (FBCF) cresceu 3,7% entre Julho e Setembro, contrariando as quedas apresentadas por este indicador nos primeiros dois trimestres do ano passado.

A quebra verificada no consumo privado esteve relacionada com a descida verificada no segmento automóvel, que apresentou um comportamento «bastante negativo», arrastando este indicador, uma vez que as restantes componentes do consumo privado apresentaram um comportamento inverso.

No que respeita à procura interna, as máquinas e equipamentos cresceram 3,8% em termos homólogos, «apesar do abrandamento verificado face ao trimestre anterior».

A construção «manteve um desempenho positivo, acelerando ligeiramente face ao trimestre anterior», e apresentando uma «manifesta recuperação face ao primeiro trimestre» do ano.

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