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Plano Obama contra "a catástrofe" fica adiado até terça-feira

Ficou adiado para amanhã, terça-feira, a aprovação do plano de Barack Obama para aplacar a crise económica. A aprovação era esperada para ontem, domingo, mas segundo o "The New York Times", o Congresso norte-americano está ainda preso em detalhes à volta do pacote de estímulos à economia.

Negócios negocios@negocios.pt 09 de Fevereiro de 2009 às 07:53
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Ficou adiado para amanhã, terça-feira, a aprovação do plano de Barack Obama para aplacar a crise económica. A aprovação era esperada para ontem, domingo, mas segundo o "The New York Times", o Congresso norte-americano está ainda preso em detalhes à volta do pacote de estímulos à economia.

O problema é que a crise económica e financeira nos Estados Unidos pode transformar-se numa "catástrofe", se não for rapidamente posto em prática o Plano de Estímulo Económico do governo, prestes a passar pelo Senado, afirmou no sábado o presidente norte-americano, que tem pressionado os senadores neste sentido.

"O tamanho e o alcance do plano são os correctos e é agora a hora de agir", afirmou Barack Obama na sua mensagem presidencial semanal, oferecendo o seu apoio ao princípio de acordo alcançado entre senadores democratas e um grupo de republicanos na sexta-feira, depois de quase uma semana de intensas negociações.

"Os democratas e os republicanos aproximaram suas posições no Senado e responderam de forma apropriada à urgência pedida por este momento (...) se não agirmos rapidamente para colocar este plano em movimento, a nossa crise económica pode transformar-se numa catástrofe nacional", alertou.

O texto do projecto inicial prevê um investimento de 920 mil milhões de dólares nos próximos dois anos, para reavivar a economia norte-americana, e sexta-feira os senadores norte-americanos acordaram uma revisão em baixa para 780 mil milhões de dólares. Vários senadores democratas precisaram que a distribuição das despesas no novo plano, que deve ainda ser formalmente aprovado pelo Senado, é de 58% para investimentos de toda a espécie (energia, educação, saúde) e de 42% para as reduções de impostos.

Imediatamente após as 19:00 de sexta-feira (00:00 de hoje em Lisboa), o senador democrata Ben Nelson, que conduziu as longas negociações entre os senadores moderados dos dois partidos, anunciou oficialmente perante a assembleia que um acordo tinha sido conseguido.

A votação pelo conjunto dos senadores deve acontecer durante do fim-de-semana, precisou o líder dos democratas no Senado, Harry Reid. A maioria democrata conta com três senadores republicanos para fazer adoptar o plano. "Não podemos confiar numa fórmula perdedora que só oferece baixas tributárias em resposta a todos os nossos problemas, enquanto faz pouco caso dos nossos desafios económicos fundamentais", nomeadamente o custo dos serviços de saúde, o estado precário das escolas, deficientes infraestruturais e a "dependência" em relação ao petróleo estrangeiro, afirmou Obama. Obama deverá pressionar o Congresso dirigindo-se esta semana directamente ao público, afirma ainda o "NYT": o Presidente tem hoje uma conferência de imprensa em horário nobre e estará em diversos eventos públicos nos próximos dias, em que intervirá.

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