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Plano Paulson não resolve problemas das famílias em dificuldades

O plano Paulson favorece fortemente Wall Street em detrimento da Main Street, ou seja, das famílias norte-americanas. Este plano pode "aliviar o sistema bancário" mas "faz muito pouco no sentido de permitir que as famílias paguem os seus empréstimos e não resolve o problema da execução de hipotecas", defende o multimilionário George Soros.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 01 de Outubro de 2008 às 12:46
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O plano Paulson favorece fortemente Wall Street em detrimento da Main Street, ou seja, dos consumidores norte-americanos. Este plano pode "aliviar o sistema bancário" mas "faz muito pouco no sentido de permitir que as famílias paguem os seus empréstimos e não resolve o problema da execução de hipotecas", defende o multimilionário George Soros.

George Soros escreve hoje num artigo de opinião publicado no “Financial Times”, onde defende que o Plano Paulson, rejeitado esta semana pela Câmara dos Representantes do Congresso norte-americano, “faz muito pouco no sentido de permitir que as famílias paguem os seus empréstimos e não resolve o problema da execução de hipotecas”.

No entanto, Soros acredita que o plano pode trazer vantagens para os consumidores no futuro, apesar de ter sido mal concebido pelo Congresso norte-americano. “O plano de emergência foi mal concebido, ou para ser mais preciso, não foi concebido de todo”, considera Soros.

“Ao tentar melhorar o plano do Tesouro, o Congresso norte-americano criou uma amálgama que reúne o plano inicial e um programa de injecção de capital, no qual o Governo investe e estabiliza os bancos afectados pela crise. Esta injecção de capital pode ser benéfica para os contribuintes no futuro”, defende.

Isto porque os activos "tóxicos " dos bancos, que a nova entidade a criar pelo Tesouro irá adquirir, deverão ser posteriomente alienados, quando o mercado estabilizar. E o resulatdo desta venda poderá ser superior ao que será agora pago.

“A ideia inicial era aliviar o sistema bancário, libertando os bancos dos seus activos tóxicos colocando este activos num fundo governamental de forma a que não distorcessem os preços. Mas esta ideia tem muitas dificuldades. Os activos tóxicos não são homogéneos e ao serem vendidos podem levar resíduos para o fundo do Governo”, alerta.

Mais. “O plano resolve apenas uma parte do problema: a falta de crédito. Ele faz muito pouco no sentido de permitir que as famílias paguem os seus empréstimos e não resolve o problema da execução de hipotecas”, refere Soros.

“Um plano que favorece tão fortemente Wall Street em detrimento da Main Street era politicamente inaceitável”, defende Soros.

Soros considera que o “plano de emergência tal como está é uma amálgama de soluções”. E que “há o risco real do programa de compra de activos não ser totalmente utilizado devido aos custos que acarreta”.

O multimilionário defende que o fundo governamental não deve apenas comprar activos tóxicos mas deve também ser usado para recapitalizar o sistema bancário.

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