Economia Pobreza caiu mais em Portugal do que na UE, mas ainda são 2,2 milhões de pessoas

Pobreza caiu mais em Portugal do que na UE, mas ainda são 2,2 milhões de pessoas

Portugal registou 21,6% da população a viver em risco de pobreza ou exclusão social em 2018, ligeiramente abaixo da média dos Estados-membros da União Europeia nos 21,7%. O índice é liderado pela Bulgária.
Pobreza caiu mais em Portugal do que na UE, mas ainda são 2,2 milhões de pessoas

No ano passado, mais de 2,2 milhões de portugueses viviam abaixo do limiar da pobreza e da exclusão social, segundo um índice divulgado hoje pelo Eurostat. Com uma taxa de 21,6%, Portugal situou-se no ano passado ligeiramente abaixo da média da União Europeia (21,7%), numa Europa que falha as metas de redução da pobreza.

Há dez anos a taxa estava em Portugal nos 26%, o equivalente a 2,76 milhões de pessoas. Depois de três anos consecutivos a subir neste índice, entre 2011 e 2014, alcançando um máximo de 27,5%, Portugal tem registado uma diminuição na percentagem tendo atingido, em 2018, a menor taxa em pelo menos 14 anos.

A quebra registada em Portugal (de 4,4 pontos) é superior à que foi registada em média na União Europeia (2 pontos).

O risco de pobreza afeta ligeiramente mais as mulheres do que os homens e é mais alto entre os jovens com menos de 18 anos do que entre os idosos. Atinge ainda 12,1% das pessoas que no ano passado estavam empregadas.

Europa vai falhar metas de redução da pobreza

 

No dia de erradicação da pobreza, que se comemora esta quarta-feira, 16 de outubro, o gabinete estatístico sublinha que só 8,2 milhões de pessoas deixaram de estar em risco de pobreza nestes dez anos, um número que "permanece distante da meta da Europa 2020: tirar pelo menos 20 milhões de pessoas da pobreza".

 

Há agora 109 milhões de pessoas nesta situação. Os dados mostram que globalmente o risco de pobreza subiu entre 2010 e 2012, tendo depois começado a descer lentamente.

 

Há mesmo nove países onde aumentou: foi o caso do Luxemburgo (de 15,5% em 2008 para 21,9% em 2018), da Grécia (+3,37 pontos), da Estónia (+2,6 pontos), de Espanha (+2,3 pontos) e ainda de Itália, da Holanda, da Suécia, da Dinamarca e do Chipre.

As maiores quebras deram-se nos países que se situam mais a leste, onde por vezes também se registam as taxas mais altas. Caso da Bulgária (menos 12 pontos, para 32,8%), da Roménia (-11,7 pontos), da Polónia, da Hungria ou da Letónia.


A taxa de risco de pobreza mede a percentagem de pessoas cujo rendimento líquido total da família, já contando com apoios sociais, está abaixo do limiar da pobreza, que corresponde a 60% da mediana. Por isso, quando todos os rendimentos do país caem, o limiar de pobreza também desce. Algo que já aconteceu em Portugal. Este é portanto um indicador relativo que compara o rendimento com o de outros residentes no país. 

 




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