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Pobreza na África não é fatalidade, mas resultado de má governação

A África não é pobre, apenas precisa de boa governação para que a riqueza do continente seja aproveitada pelas suas populações, afirmou Oumar Konaré em conferência de imprensa no final da Cimeira UE/África.

Negócios com Lusa 09 de Dezembro de 2007 às 19:35
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"No caso da África, a pobreza não é uma fatalidade e pode ser corrigida", defendeu o presidente da Comissão da União Africana, acrescentando que a distribuição das riquezas de forma justa pode e deve ser feita através de uma boa governação.

"Os problemas de governação têm de ser resolvidos", afirmou o responsável africano, e assegurou que foi também neste sentido que os líderes dos dois continentes dialogaram durante esta cimeira.

Referiu também que a necessidade de "acabar com o pacto colonial" é de consciência comum e que é do interesse de todos que a África seja remunerada de forma justa pelas riquezas que fornece ao mundo.

Omar Konaré disse ainda estar muito satisfeito por haver "muitas vozes" de representação civil - empreendedores, jovens e associações -, envolvidas na parceria ente os dois continentes e prontas para colaborar no sentido de que a cooperação entre Europa e África evolua de forma positiva para todas as partes.

"A riqueza da África tem de ser trabalhada em África" defendeu o presidente da comissão, acrescentando que é necessário criar "estruturas" para que os países do continente africano possam trabalhar em conjunto.

"Há pontos de desacordo, mas não há rupturas", garantiu o presidente da Coissão da União Africana quando se referiu aos acordos comerciais intercalares em resposta a questões colocadas por jornalistas.

"Não ponho em causa que os acordos que ainda não foram assinados não atrasem os restantes, nem quero comentar a forma como outros países o fizeram [assinar os acordos], mas se não houver unidade entre os países da África, não há avanços", disse.

Ao lembrar que a Europa "abriu a porta" em 100 por cento ao comércio africano, Konaré sublinhou que para que o continente possa responder a esta oferta, tem de dispôr de condições de produção e é neste sentido que é necessário que os países africanos trabalhem em conjunto.

"Acima de tudo, é necessário responder às necessidades das populações do continente africano", concluiu o responsável.

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