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Poiares Maduro e o caso Rui Pinto: "Em alguns casos pode ser dada proteção"

Antigo membro do comité de governação diz que é preciso avaliar se o hacker tirou vantagens patrimoniais com a exposição de dados.

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Miguel Poiares Maduro admite que em determinados casos possa ser dada proteção a denunciantes de casos de corrupção. O antigo ministro que integrou o comité de governação da FIFA, considera que em função de uma avaliação do interesse público da informação divulgada e do tipo de crime que permitir denunciar, essa proteção possa ser dada.

No caso do hacker Rui Pinto considera que será importante verificar se houve ou não vantagens patrimoniais com a exposição dos dados. Se a intenção era a chantagem não deve existir qualquer tipo de proteção, afirma na Conversa Capital, espaço de entrevista conjunto do Negócios e Antena 1.

"Se queremos combater certo tipo de criminalidade só conseguimos combater esse tipo de criminalidade se estivermos de certa forma disponíveis para transacionar noutro tipo de ilegalidades que possamos desvalorizar na medida em que elas possam permitir combater criminalidade muito importante por exemplo ao nível da corrupção ou colarinho branco. Há uma terceira dimensão que é se a pessoa obteve esses dados com um objetivo de ter um lucro com eles, que não sei se foi o caso do Rui Pinto. Se ele realmente queria chantagear, não queria ser um denunciante, mas queria na realidade obter esses dados para chantagear, e há versões contraditórias a esse respeito, já me parece muito menos aceitável que isso possa ser atendido no âmbito do processo penal. Parece-me muito mais censurável o seu comportamento", explica Miguel Poiares Maduro.

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