União Europeia Política de coesão da UE talvez já não seja tão necessária, diz ministro finlandês

Política de coesão da UE talvez já não seja tão necessária, diz ministro finlandês

O ministro das Finanças finlandês, Petteri Orpo, afirmou hoje que "talvez" a política de coesão "já não é tão necessária", quando questionado sobre os eventuais cortes no próximo quadro financeiro plurianual, posterior a 2020.
Lusa 19 de fevereiro de 2018 às 22:50

"Não é fácil, mas creio que, por exemplo, a Europa do Leste está agora em melhor posição do que há sete anos. Por isso, seria compreensível reduzir os fundos para a coesão, mas estou a favor da condicionalidade para a coesão. Se gostas de beneficiar do nosso dinheiro, tens de partilhar os nossos valores", afirmou Petteri Orpo (na foto) ao chegar à reunião de ministros das Finanças da zona euro, o Eurogrupo.

 

Entre aquelas condições, assumiu que deveria estar o respeito pelo Estado de Direito nos países receptores dessas ajudas.

 

A Polónia, que tem beneficiado dos fundos de coesão desde a sua entrada na União Europeia, viu como em Dezembro a Comissão Europeia deu luz verde à activação da chamada "opção nuclear" dos tratados europeus, um processo legal previsto para actuar contra as violações do Estado de Direito nos países europeus, em resultado da reforma do sistema judicial de Varsóvia.

 

Também a República Checa e a Hungria têm procedimentos de infracção abertos por não acolherem imigrantes no seu território.

 

O ministro finlandês acrescentou que o novo quadro orçamental plurianual deveria considerar novas prioridades como a imigração, a defesa ou a segurança, além de também procurar cobrir o vazio orçamental criado pela saída do Reino Unido da União Europeia, o designado 'Brexit'.

 

Mesmo assim, admitiu que para o seu país têm grande importância áreas como a inovação e a agricultura e mostrou-se disposto a debater um maior contributo de Helsínquia para os cofres comunitários.

 

Por seu lado, o comissário europeu de Assuntos Económicos e Monetários, Pierre Moscovici, pediu a manutenção de um "forte nível de ambição", depois da saída do Reino Unido, tanto nas políticas tradicionais da União Europeia como nas novas, ao elaborar o quadro financeiro plurianual. 




pub