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Polónia vota amanhã moção de censura ao primeiro ministro

O parlamento polaco vai votar amanhã uma moção de censura contra o seu primeiro ministro, Marek Belka, uma medida que poderá abrir caminho para a convocação de eleições legislativas antecipadas, num país onde o BCP e a Jerónimo Martins marcam forte presen

Ricardo Domingos rdomingos1@gmail.com 02 de Março de 2005 às 14:34

O parlamento polaco vai votar amanhã uma moção de censura contra o seu primeiro ministro, Marek Belka, uma medida que poderá abrir caminho para a convocação de eleições legislativas antecipadas, num país onde o BCP e a Jerónimo Martins marcam forte presença.

O debate no parlamento está agendado para as 9h da manhã locais de amanhã e contará com a presença do primeiro ministro.

A moção foi proposta pelo líder da oposição, Wlodzimierz Cimoszewicz, em Setembro passado. No entanto, mesmo que a moção seja aprovada, não terá carácter vinculativo.

«A única coisa que me pode obrigar à demissão seria a perda do apoio dos partidos que fazem parte do meu Governo», afirmou hoje o primeiro ministro Marek Belka numa entrevista publicada no semanário «Polityka».

«Não me vou demitir como resposta a uma proposta da oposição», garantiu o líder político na mesma entrevista.

A demissão de Belka desencadearia a dissolução do parlamento, uma vez que o partido mais votado, a Aliança Democrática de Esquerda (SLD), não tem uma maioria parlamentar na assembleia.

O resultado da moção poderá levar à realização de eleições já em meados de Junho, cerca de três meses antes do termo do mandato, em Setembro.

«O partido no poder vai defender o Governo no debate uma vez que a constituição não permite a abertura de precedentes como a votação favorável a uma moção de censura» ao Governo, afirmou Krzysztof Janik, líder parlamentar do SLD, citado pela agência PAP.

«Isto será apenas um debate político», garantiu a mesma fonte.

Barek dividido entre dois partidos

O SLD pediu ontem ao primeiro ministro Belka para esclarecer se pretende ingressar num outro partido criado recentemente ou se se mantém no SLD.

O Partido Democrático, o partido mais recente do país com alinhamento ao centro, convidou Belka para se filiar e o primeiro ministro não rejeitou o convite, segundo a entrevista dada pelo líder do Executivo ao «Polityka».

O primeiro ministro deverá fazer amanhã uma comunicação num seminário que se realiza na capital Varsóvia e que tem início às 11h da manhã locais.

«Belka poderá, por um lado, dizer que se vai demitir se o parlamento não optar por se auto-dissolver numa votação agendada para 5 de Maio, o que levaria a eleições antecipadas», afirmou à Bloomberg Maciej Reluga, economista chefe do Bank Zachodni em Varsóvia.

«Por outro lado, poderá dizer que vai abandonar o partido (SLD) para expressar o seu apoio oficial ao novo partido (Partido Democrático) sem, no entanto, se filiar nele», acrescentou a mesma fonte.

Marek Borowski, presidente do outro partido da coligação governamental, afirmou hoje que os Social-Democratas poderão retirar o seu apoio ao Governo se Belka não revelar os seus planos políticos ou expressar claramente qual o seu posicionamento face ao novo partido.

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