Economia Portas: "A nossa maioria é muito melhor que o PS a promover o crescimento"

Portas: "A nossa maioria é muito melhor que o PS a promover o crescimento"

Paulo Portas encarregou-se de evidenciar o que distingue Portugal da Grécia e lançou alfinetadas ao PS. Em resumo: "Portugal era apressadamente metido no conjunto dos países que eram ‘trouble makers’, hoje é visto como ‘problem solver’".
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Bruno Simões 19 de fevereiro de 2015 às 21:28

Crescimento, investimento, emprego, exportações e confiança. Em todos estes indicadores a economia portuguesa apresenta melhorias, e foram essas melhorias que "permitiram, com os pés assentes na terra, não prometendo o impossível, não alinhando em utopias, a primeira recuperação do salário dos trabalhadores da Função Pública" ou a "introdução do quociente familiar", destacou Paulo Portas, ao início da noite desta quinta-feira, no lançamento das jornadas de investimento, organizadas em conjunto pelo PSD e pelo CDS.

 

O rumo do Governo permitiu ainda "a remoção" da contribuição "extraordinária dos pensionistas, e a segunda redução do IRC". "Queremos que, fiscalmente, Portugal seja atractivo. Queremos que os investidores escolham Portugal e que isso não seja um óbice contra Portugal". Por outro lado, lembrou Portas, "foi possível fazer a primeira melhoria no salário mínimo nacional".

 

Razões suficientes para Portas chegar a uma conclusão que classificou de óbvia. "Nós já sabemos, e acho que todos os portugueses sabem, que a nossa maioria é muito melhor que o PS quando se trata de gerir finanças públicas prudentes, razoáveis, sem irresponsabilidade", afirmou. "Mas também sabemos, porque foi um trabalho feito com o esforço dos portugueses, que a nossa maioria é bastante melhor que os socialistas a promover o crescimento económico".

 

"Nós acreditamos nas empresas, nós sabemos que, numa economia global, quem não faz reformas não fica no mesmo sítio, atrasa-se porque outros avançam", sublinhou. E num contexto internacional de incerteza, "quem serve melhor a economia portuguesa? Quem soube proteger Portugal do contágio com situações de crise que não dependem de nós, mas que nos podiam arrastar, ou aqueles que, à primeira situação de crise, correm a fazer solidariedade internacional que teria feito disparar os nossos juros e baixar a confiança?", questionou, numa nova alusão ao PS.

 

Portugal já não é "trouble maker", mas sim "problema solver"

 

Nesta conferência, coube a Portas a missão de separar novamente Portugal da Grécia. O vice-primeiro-ministro lembrou que, em 2011, "tínhamos um sério problema de reputação internacional". "Portugal era apressadamente metido no conjunto dos países que eram ‘trouble makers’; hoje é visto como ‘problem solver’", resumiu.

 

Portas recordou uma intervenção de Obama, há quatro anos. "Ainda em 2011, lembro-me de uma conferência de imprensa do presidente dos EUA, remetendo-se ao que era a voz corrente da época, e respondendo a uma pergunta sobre a dívida, [disse] que os EUA não são a Grécia nem Portugal". Mas hoje "a situação de Portugal é muito diferente da da Grécia".

 

"A situação de Portugal não é comparável a nenhuma outra. Portugal teve um só resgate, não teve dois nem vai a caminho do terceiro. Portugal tem já a troika fora daqui, terminou com o sindicato de credores. Isso não sucede noutros casos", recordou. Além disso, "Portugal teve uma saída limpa sem programa cautelar. Não é isso que sucede noutros casos".

 

Os juros da República, a 10 anos, "estão hoje a 2,36%", já os da Grécia estão a 10,31%. "Qual é a vantagem em misturar o que não deve ser misturado?", rematou.




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