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Portas: "Disse ao primeiro-ministro que saísse, não vou votar para que fique" (act.)

O líder do CDS confirmou que o partido vai votar contra o Orçamento do Estado, questionando se as medidas nele incluídas chegam para o País ultrapassar a situação. Teceu duras criticas a José Sócrates e ao Governo, e rejeita dar um voto de confiança ao Executivo.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 23 de Outubro de 2010 às 12:46
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“O CDS é um partido coerente, não dizemos nim. Nós dizemos um não de direita a esta politica, a este Governo”, afirmou Paulo Portas em conferência de imprensa.

Considerando que este Orçamento do Estado e as medidas de austeridade propostas pelo Governo atingem as classes mais pobres e os mais desprotegidos, Paulo Portas diz que para viabilizar o OE, o CDS teria de votar a favor da proposta do Governo, uma vez que a “abstenção dos deputados do CDS não viabiliza o Orçamento” e “ninguém, pode pedir ao CDS que vote a favor”.

“O primeiro-ministro tratou sempre este Orçamento como se se tratasse de uma moção de confiança que não tem coragem de apresentar”, mas “eu disse ao primeiro-ministro, que saísse, não vou votar para que fique”, sublinhou.

“Não tenho nenhuma razão para acreditar que [as medidas de austeridade] sejam suficientes”, pelo que o CDS vai votar contra o Orçamento do Estado.

Paulo Portas sublinhou as diferenças de posição entre o Governo e o CDS e adiantou que “em nenhum momento, o CDS foi contactado pelo Governo” para conversar sobre a proposta de Orçamento do Estado.

O líder do CDS defende mais cortes na despesa, e menos “espoliações fiscais”, o fim das grandes obras públicas, e a defesa dos mais pobres e mais desprotegidos, como os reformados.
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