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Portas: "Não é Passos Coelho que diz quem pode ser primeiro-ministro"

O líder do CDS-PP criticou Passos Coelho, por este rejeitar ser primeiro-ministro caso não ganhe as eleições legislativas. É necessário colocar os interesses nacionais acima dos interesses partidários, defendeu Paulo Portas.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 19 de Maio de 2011 às 13:58
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"Se houver um governo maioritário entre PSD e CDS/PP [caso seja o PS a vender as eleições legislativas], é possível [que Pedro Passos Coelho] afirme que não vai governar?", questionou Paulo Portas a propósito das afirmações do líder do PSD, onde este admitiu que só será "primeiro-ministro se ganhar essas eleições e se o país quiser que eu seja primeiro-ministro".

"Não é Passos Coelho que diz quem pode ser primeiro-ministro", afirmou Paulo Portas, acrescentando que "acima dos interesses partidários está o interesse nacional".

Quanto a uma possível coligação entre o CDS/PP e o PS, Paulo Portas afirmou apenas: "Não vejo nenhum partido a querer uma solução maioritária com o PS".

"Fim de um modelo de desenvolvimento"

Na conferência "Governar Portugal", organizada pelo "Diário Económico", Paulo Portas afirmou que o pedido de ajuda externa marcou o fim de um "modelo de desenvolvimento assente no investimento público e no voluntarismo do Estado".

O líder do CSP/PP sublinhou que "uma parte importante da política financeira e económica do próximo Governo vai ser influenciada pelo memorando" mas fez questão de enumerar uma série de medidas que não dependem do memorando assinado entre o Governo e o triunvirato – Paulo Portas recusa-se a usar a palavra "troika" – e que "dependem apenas dos votos dos portugueses no próximo dia 5 de Junho".

Entre as medidas, Portas destacou a necessidade de suspender a construção do TGV, a extinção de institutos públicos e empresa públicas, regionais e municipais, a redução, com justiça, das despesas com medicamentos, um sistema educativo exigente e fundado no mérito, a reforma da constituição (que inclua, por exemplo, o limite ao endividamento do Estado para defender gerações futuras) e a criação de uma Autoridade da Concorrência competente.

AdC não ficará em funções

Paulo Portas foi particularmente duro com a actual administração da Autoridade da Concorrência (AdC), acusando-a de ter "falhado". "É um desastre que não seja garante de uma concorrência sã", afirmou Portas, garantindo que caso o CDS faça parte do próximo governo "esta AdC não ficará em funções" e ocorrerá uma alteração dos seus estatutos.

Portas defendeu uma "AdC competente que garanta uma concorrência justa e não uma protecção dos que já estão no mercado".

O líder do CDS/PP recordou uma das medidas que considera mais urgente, assim que o próximo Governo entrar em funções: "permitir a renovação dos contratos a prazo, como forma de defender o emprego".

"É um erro anti-social que os contrato a termo só possam ter a duração que o Governo lhes quis dar numa decisão errada em 2009", afirmou.
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