Justiça Portugal melhora no ranking de corrupção e está a meio da tabela na Europa

Portugal melhora no ranking de corrupção e está a meio da tabela na Europa

O Índice de Percepção da Corrupção indica que Portugal subiu um ponto face ao ano passado e é agora o 31º país mais transparente do mundo, num total de 175. Porém, no panorama europeu, Portugal está a meio da tabela e atrás da maioria dos países da Europa Central.
Portugal melhora no ranking de corrupção e está a meio da tabela na Europa
Bruno Simões 03 de dezembro de 2014 às 04:00

Portugal melhorou a sua classificação no principal ranking usado para medir a corrupção a nível mundial. O Índice de Percepção da Corrupção (IPC), publicado esta quarta-feira pela Transparency International (TI), atribui 63 pontos a Portugal, o que equivale ao 31º lugar da tabela, ex-aequo com o Chipre, Botswana e Porto Rico. Em 2013, Portugal teve 62 pontos (33º lugar). O desempenho de Espanha foi semelhante – subiu um ponto, pelo que Madrid continua, tal como em 2013, três pontos atrás de Lisboa, na 37ª posição.

 

No panorama europeu, aliás, Portugal supera precisamente os três países da periferia – além de Espanha, Itália e Grécia, que têm ambos 43 pontos, o que equivale ao 69º lugar. Atrás de Portugal figuram ainda outras economias do leste europeu, como a Croácia, Hungria, Roménia ou Polónia. Considerando os 28 países da EU e ainda a Suíça, Noruega e Islândia, Portugal fica em 16º lugar neste ranking regional.

 

Para o vice-presidente da Transparência e Integridade, que é o representante nacional da TI, "os resultados deste ano confirmam um cenário de estagnação de Portugal no combate à corrupção". Há duas leituras possíveis, lê-se no comunicado: "depois de uma década de queda abrupta neste ranking, as boas notícias são que Portugal deixou de depreciar a sua situação". Por outro lado, "a má notícia é que não estamos a recuperar". Além disso, o ranking de 2013 avaliava 177 países, dois a mais do que este ano.

 

Com 63 pontos, Portugal iguala o resultado obtido em 2012, e, dessa forma, o registo mais alto desde 2009. Olhando aos últimos 10 anos, o melhor resultado luso foi registado em 2006, ano em que o IPC atribuiu 66 pontos ao território português. O resultado de 2014 fica acima da média dos últimos 10 anos, que é de 62,4 pontos.

 

O ranking oscila entre 0 pontos, que indicam que o país é muito corrupto, e 100 pontos, nota atribuída a países muito transparentes.

 

Irlanda já está no top 20

 

Depois de ter tido necessidade de pedir um resgate, tal como Portugal, a Irlanda tem apresentado uma trajectória de notórias melhorias no ranking da corrupção da TI. Se em 2012 estava em 25º lugar, com 69 pontos, em 2013 já tinha trepado para a 21ª posição, com 72 pontos. Este ano, Dublin soma 75 pontos, o que equivale ao 17º lugar.

 

Em sentido contrário, Espanha ainda não conseguiu minimizar a queda abrupta de 2013, ano em que caiu 10 lugares, que fez Madrid ficar atrás de Lisboa pela primeira vez desde 1999. Este ano, conseguiu recuperar um ponto, para os 60, o que garante uma subida de três lugares no índice. Face a 2005, Espanha tem 10 pontos a menos.

 

A Grécia conquistou três pontos (tem 43), e está com a Itália no 69º lugar da tabela.

 

Dinamarca lidera, Coreia do Norte é a mais corrupta

 

O primeiro lugar do ranking é ocupado pela Dinamarca, com 92 pontos, que assim melhora em um ponto o resultado do ano passado (que já lhe tinha garantido a primeira posição). Os dinamarqueses são, assim, aqueles que percepcionam menos corrupção no seu país. A Nova Zelândia ocupa a segunda posição, com 91 pontos, e a Finlândia fica com o terceiro lugar, com 89 pontos.

 

No extremo oposto, a Coreia do Norte e a Somália ganham o título de países onde mais se sente a corrupção no sector público. Ambos conquistam oito pontos. O Sudão, com 11 pontos, vem logo a seguir.

 

 




pub

Marketing Automation certified by E-GOI