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Portugal com excedente externo de 0,5% do PIB no primeiro semestre

Nos primeiros seis meses do ano o excedente externo da economia portuguesa foi de 418 milhões de euros. No ano passado Portugal registou um défice de 146 milhões de euros.

Miguel Baltazar/Negócios
Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 30 de Setembro de 2014 às 12:53
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A economia portuguesa registou um excedente externo de 0,5% do PIB nos primeiros seis meses do ano, um valor que compara com os -0,2% registados no mesmo período do ano passado, calculou o Negócios a partir da dados divulgados terça-feira pelo INE.

 

As números avançados pelo instituto de estatística apontam para que a economia portuguesa tenha financiado o exterior em 418 milhões de euros (0,5% do PIB), um resultado melhor que as necessidades de financiamamento 146 milhões de euros de há um ano.  

 

Os números dos 12 meses terminados em Junho – o indicador usado pelo INE –  apontam para um excedente externo de 1,6% do PIB (1,4% no ano terminado em Março), um valor que beneficia de um resultado particularmente positivo na frente externa no segundo semestre de 2013.

 

Nos 12 meses terminados em Junho, "a economia portuguesa registou uma capacidade de financiamento de 1,6% do PIB no 2º trimestre de 2014, mais 0,2 pontos percentuais que [nos 12 meses terminados no] trimestre anterior. Esta melhoria foi determinada pelo aumento da poupança corrente da economia, em resultado do aumento de 1,1% do Rendimento Disponível Bruto da Nação, que mais que compensou o aumento da despesa de consumo final (0,7% no ano terminado no 2º trimestre de 2014)", explica o instituto.

 

Segundo o INE, todos os sectores excepto o Estado contribuíram para a evolução positiva, com excepção das administrações públicas: "Com excepção das Administrações Públicas, os saldos dos restantes sectores internos aumentaram", lê-se na nota divulgada terça-feira, onde se explicita que "a capacidade de financiamento das Famílias aumentou de 5,1% do PIB no ano acabado no 1º trimestre de 2014 para 5,4%". No primeiro semestre, o excedente das famílias foi de 4,7% do PIB, três décimas acima dos 4,3% do mesmo semestre de 2013.

 

As empresas, continuaram a registar necessidades de financiamento, mas menores do que no primeiro semestre, explica também o instituto: "Os saldos das Sociedades Não Financeiras e das Sociedades Financeiras fixaram-se respectivamente em -1,8% e 2,9% do PIB no 1º trimestre de 2014 (-2,2% e 2,6% no trimestre anterior, pela mesma ordem)". Considerando os números do primeiro semestre, conclui-se que o défice das empresas não financeiras caiu de 2% para 1,7% do PIB, enquanto o das empresas financeiras recuou de 4,2% para 4,1% do PIB.

 

Nas administrações públicas as necessidades de financiamento aumentaram, passando de "4,1% do PIB no 1º trimestre para 4,8% no ano acabado no 2º trimestre de 2014, reflectindo sobretudo o aumento da despesa com transferências de capital e, em menor grau, das despesas com pessoal", calcula o instituto, que especifica que "no 2º semestre, o défice das Administrações Públicas situou-se em -6,5% do PIB (-6,6% do PIB em igual período do ano passado)".

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