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Portugal detém o maior índice de agricultores envelhecidos da UE

Dos 15 países que hoje perfazem a União Europeia, Portugal tem a população agrícola mais envelhecida. O INE alerta para a baixa prevista na produção este ano.

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2003 às 11:23
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Dos 15 países que hoje perfazem a União Europeia, Portugal tem a população agrícola mais envelhecida. O INE alerta para a baixa prevista na produção este ano.

Portugal tem, no contexto da União Europeia, a maior percentagem (65%) de agricultores com mais de 55 anos, avançou hoje o Eurostat. De acordo com o centro estatístico da Comissão Europeia, que realizou esta análise com dados recolhidos em 1999 e 2000, apenas 8% da exploração agricola da UE é realizada por indivíduos com menos de 35 anos.

Como Portugal, o resto do Sul da Europa caracteriza-se por um índice envelhecido de agricultores em que os indivíduos com mais de 55 anos perfazem mais de 50% daquela população, como é o caso da Itália (62%), da Grécia (56%) e da Espanha (53%). A Alemanha e a Aústria detêm o maior índice de população agrícola com menos de 35 anos (com 16% cada).

Igualmente significativa é a equação realizada pelo Eurostat, que constatou que a área cultivada por cada indivíduo tem tendência a decrescer consoante aumenta a sua idade. Assim, adianta o mesmo organismo em comunicado, em média, o tamanho das explorações agrícolas, medidas por superfície agrícola utilizada, atinge o seu máximo na camada etária dos 35 a 44 anos. «Um agricultor de 55 anos explorava em média duas vezes menos hectares do que um com menos 45 anos», adianta.

INE alerta para ano agrícola

O Instituto Nacional de Estatística (INE) avançou hoje que «as actuais previsões de área para os cereais de Outono/Inverno», apesar da melhoria recente das condições climatéricas, «registam uma quebra mais acentuada face ao inicialmente previsto». A justificação prende-se, de acordo com o comunicado do INE, pelo facto de as «sementeiras tardias, realizadas em Janeiro, terem ficado aquém das expectativas».

O organismo nacional prevê reduções de 30% para a área semeada de trigo duro e cevada, de 20% para o trigo mole e triticale e 5% para o centeio. A produção de aveia deverá quebrar 10% e a de azeitona para azeite recuar 20%, acrescenta a mesma fonte.

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