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Portugal deverá crescer cerca de 3,7% em receita turística per capita

A Confederação do Turismo Português (CTP) considera que a receita turística per capita gerada em Portugal deverá crescer cerca de 3,7%, nos próximos quatro anos, sendo para isso necessário «alterar profundamente o paradigma» escolhido pelo Governo, afirmo

Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 10 de Janeiro de 2005 às 14:40
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A Confederação do Turismo Português (CTP) considera que a receita turística per capita gerada em Portugal deverá crescer cerca de 3,7%, nos próximos quatro anos, sendo para isso necessário «alterar profundamente o paradigma» escolhido pelo Governo, afirmou o presidente Atílio Forte.

Atilio Forte diz que só crescendo acima da média europeia (2,5%), em termos turísticos, é que Portugal poderá recuperar da recessão vivida nestes últimos três anos. «Desde a década de 90 que o nosso país tem vindo a diminuir a receita turística per capita, comparativamente com a média dos seus principais concorrentes», sublinhou o responsável, durante a apresentação do documento «Por uma Economia do Turismo–Opções de uma Politica de Turismo para uma Politica 2005-2009».

A CTP «baseando-se em estudos estratégicos, técnico e científicos, por si desenvolvidos» traçou cinco grandes objectivos a prosseguir na próxima legislatura: crescimento da receita turística, promoção do investimento, melhoria do produto e sua envolvente, criação do novo quadro de competitividade e qualificação do capital humano», divulgou Atílio Forte.

O presidente da CTP, durante a sua exposição, referiu que estes são apenas «conselhos» fornecidos pela CTP que deverão ser suportados «por medidas instrumentais e um enquadramento orgânico estável, criado com um Ministério do Turismo que tutele o transporte aéreo e a gestão aereoportuária».

As questões fiscais continuam em cima da mesa e, para a CTP, ainda há muito por resolver, quer em termos de dedutibilidade do IVA das despesas turísticas, como da fixação do IVA turístico para uma taxa reduzida de 5%.

Em termos de formação, esta entidade patronal aconselha o novo Executivo a criar um organismo regulador e normalizador para a formação turística. Atílio Forte refere que não existe nenhum «organismo chapéu» que coordene a intervenção dos quatro ministérios, não tendo havido, até então, nenhuma estratégia global.

Atílio Forte frisa que o sucesso de politica de turismo adequada à realidade, passa pelo reforço das parcerias público/privadas.

Divisão da promoção e do financiamento

A CTP, no âmbito do mesmo documento, refere a importância de separar a promoção e o financiamento turístico. Para esta entidade patronal é importante que seja criado um organismo autónomo de promoção turística, «atendendo às especificidades da actividade», diz a mesma fonte.

Atílio Forte que esta não é uma forma de aumentar os custos, uma vez que se trata apenas da reformulação da orgânica do Instituto do Turismo de Portugal, onde este último ficaria com a promoção e recuperava-se o conceito do ex-Fundo do Turismo.

«Quem tem a responsabilidade do marketing turístico deverá ter também o contributo das empresas» à semelhança com o que acontece a nível regional, através das Agências Regionais de Promoção Turística, no âmbito do Protocolo de Contratualização e Promoção Turística.

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