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Portugal "confiante" num acordo futuro

O Governo português manifestou-se "confiante" em que ainda venham a estar reunidas as condições políticas para um acordo multilateral no quadro das negociações da OMC, ontem fracassadas.

Negócios com Lusa 30 de Julho de 2008 às 09:28
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O Governo português manifestou-se "confiante" em que ainda venham a estar reunidas as condições políticas para um acordo multilateral no quadro das negociações da OMC, ontem fracassadas.

Num comunicado emitido ontem à noite pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros após o anúncio do fracasso das negociações pelo director-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o governo afirma que Portugal sempre apoiou as negociações, "consciente da importância que um resultado justo, equilibrado e ambicioso teria, tanto para os países em desenvolvimento como para a União Europeia e para Portugal".

"Defendemos os nossos interesses na área agrícola, industrial, serviços e na questão das Indicações Geográficas com determinação, mas também sempre de uma forma construtiva", refere o comunicado.

O governo português reconhece ainda o "importante progresso que se realizou" nas negociações da ronda retomada a 21 de Julho e os "esforços da Comissão nesse sentido", "independentemente da necessidade de conseguir para nós um resultado mais equilibrado e ambicioso do que o que estava na mesa".

Por isso, manifesta-se "confiante de que venham ainda a estar reunidas as condições políticas para chegar a um acordo comercial multilateral ambicioso, equilibrado e que produza resultados concretos para os países mais pobres".

No primeiro dia da ronda negocial, a União Europeia propôs uma descida de 60% dos direitos aduaneiros sobre produtos agrícolas que entram no espaço comunitário, dando ouvidos às reclamações dos países em desenvolvimento.

Há vários anos que os países mais ricos pedem aos países emergentes para lhes permitirem um acesso melhor (com menos taxas alfandegárias) aos seus mercados, para onde querem vender produtos industrializados; ao mesmo tempo, os países em desenvolvimento têm insistido na necessidade dos países desenvolvidos baixarem as tarifas sobre os produtos agrícola.

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