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Portugal regista mais 72 mil desempregados em 2003 apesar de queda em Dezembro

No final de Dezembro do ano passado estavam inscritos 452.542 indivíduos nos centros de empresa em Portugal, número que representa um crescimento de 19%, ou 72.239 desempregados no nosso país no decorrer do ano passado, marcado pela contracção da activida

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 15 de Janeiro de 2004 às 15:59
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No final de Dezembro do ano passado estavam inscritos 452.542 indivíduos nos centros de emprego em Portugal, número que representa um crescimento de 19%, ou 72.239 desempregados no nosso país no decorrer do ano passado, marcado pela contracção da actividade económica. Em Dezembro o número de desempregados baixou contra o mês anterior.

O desemprego registado atingia assim 452.542 pessoas em Dezembro de 2003, o que representa mais 72.239 desempregados do que no final de 2002, segundo os números hoje divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional.

O ano passado foi marcado pela recessão económica no nosso país, com as estimativas do Banco de Portugal a apontarem para uma queda de cerca de 1,1% do Produto Interno Bruto, o que levou as empresas a cortar postos de trabalho.

No entanto o mercado de trabalho deu sinais de melhoria em Dezembro, com o número de inscritos nos centros de emprego a descerem 0,3%, ou 1.185, contra Novembro.

Esta recuperação estará em linha com os sinais menos negativos da economia nacional na parte final do ano passado, que indicam uma retoma da actividade económica em 2004, já anunciada pelo Banco de Portugal.

O desemprego registado representava 91,2% dos pedidos de emprego, que no final de Dezembro ascendiam a 496.448, mais 17,4% que no mesmo mês de 2002, mas menos 0,3% que em Novembro.

Em Dezembro as ofertas de emprego ascenderam a 9.110, mais 14,1% que há um ano atrás, mas menos 11,1% face a Novembro.

O aumento do desemprego em termos homólogos, embora comum nos dois géneros, fez-se sentir mais nos homens (+23,3% do que no mesmo mês do ano anterior) Estes, reforçam, assim, o seu peso no ficheiro de desempregados, ocupando 43,1% do total, contra 41,6% um ano antes», refere o relatório do IEFP.

Todos os níveis de habilitação escolar registaram mais desempregados do que há um ano atrás, nomeadamente o superior com o aumento mais acentuado (33,3%), apresentando-se, no entanto, este nível escolar em decréscimo (-5,7%) quando comparado com o volume registado no mês anterior.

«Relativamente à actividade económica de origem do desemprego, dos 410520 desempregados que no final do mês se encontravam inscritos como candidatos a novo emprego, nos Centros de Emprego do Continente, 56,5% eram oriundos de actividades do sector dos "serviços", onde predominava o "comércio por grosso e a retalho", e as "actividades imobiliárias informáticas e investigação e serviços prestados a empresas", 38,6% provinham do sector da "indústria", com destaque para a "construção" e 4,2% do sector "agrícola"», acrescenta a mesma fonte.

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