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Portugal sobe no "ranking" das economias mais livres do mundo

Portugal é uma economia menos livre do que no ano passado, mas o país subiu no "ranking" das economias mais livres do mundo, num período marcado por descidas significativas na Europa. "Deterioração da gestão dos gastos públicos, liberdade laboral e liberdade fiscal" foram os principais responsáveis pela diminuição da liberdade económica de Portugal.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 12 de Janeiro de 2012 às 14:55
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O “ranking” da liberdade económica é realizado pela Heritage Foudation em parceria com o Wall Street Journal, num estudo que inclui 179 países e que é liderado por Hong Kong, Singapura e Austrália. A Nova Zelândia e a Suíça vêm logo a seguir e compõem o grupo dos cinco país considerados economias livres.

Portugal surge no 68º lugar, com 63 pontos, o que compara com o 69º lugar ocupado o ano passado, e é um país “moderadamente livre”. Ainda assim, Portugal consegue superar a média mundial (59,5 pontos), mas fica aquém da média europeia (66,1 pontos).

O estudo revela que a penalizar a liberdade económica de Portugal estiveram essencialmente três factores: “deterioração na gestão dos gastos públicos, liberdade laboral e liberdade fiscal”.

Por outro lado, a contribuir para que a queda fosse menos acentuada esteve a diminuição da corrupção, a liberdade de negócios, que o estudo realça pelo facto de terem sido implementadas medidas que facilitam a constituição de empresas, como por exemplo, a eliminação de tecto mínimo de capital. Melhor está também a liberdade monetária.

Já os direitos de propriedade, a liberdade de investimento e a liberdade financeira, mantiveram-se inalteradas face ao ano anterior.

Reformas anteriores perderam o seu “momentum”

O relatório adianta que o País está a implementar “ajustamentos económicos desafiantes” e que as reformas, dos anos anteriores, que “ajudaram a modernizar a economia e a diversificar a base produtiva perderam ritmo.”

“Apesar dos processos institucionais relativamente saudáveis, tais como a rede de negócios eficiente e o sistema judicial que funciona bem, o endividamento e a ineficiência do sector público provocou uma erosão no dinamismo do sector privado e afectou a competitividade da economia em geral”, adianta o relatório.

“Apesar das reformas na Administração Pública estarem em curso, o fardo do défice está a aumentar. Revitalizar a economia portuguesa vai requerer reformas abrangentes no sector público, um aumento da flexibilidade no mercado de trabalho, e uma melhoria da política fiscal para melhorar a competitividade e produtividade”, adianta a mesma fonte.

Portugal não foi o que sofreu mais com a austeridade ou com a crise de dívida

A crise de dívida na Europa e as medidas que tiveram de ser implementadas pelos vários países tiveram consequências para a “liberdade económica”.

Apesar do que poderia esperar-se, Portugal, que pediu ajuda financeira e que pôs em marcha um plano de austeridade, que passa por aumento de impostos, e que se encontra numa recessão com taxas de desemprego nunca antes vistas, não foi dos mais afectados.

A Grécia foi país que mais caiu no “ranking”, em todo o mundo. A pontuação grega diminuiu 4,9 pontos, com o país a recuar para a categoria de economia “pouco livre”.

Mas Irlanda, a Dinamarca, o Luxemburgo, a Estónia, a Finlândia, o Chipre, a Noruega e a Eslováquia registaram quedas de 1,5 pontos ou mais na sua pontuação. Portugal perdeu 1 ponto.


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