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Portugal sofre contracção de 2,9% em 2009

A Universidade Católica reviu em alta as previsões de crescimento para 2009 e 2010. O défice público deverá situar-se entre 6,5% e 7,5% este ano.

João Cândido da Silva joaosilva@negocios.pt 14 de Outubro de 2009 às 15:41
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A economia portuguesa vai registar uma contracção de 2,9% em 2009, de acordo com as previsões no núcleo de estudos de conjuntura da economia portuguesa da Universidade Católica (NECEP). A nova previsão, que integra a folha trimestral de conjuntura a que o Negócios teve acesso, corresponde a uma revisão em alta de oito décimas em relação à projecção anterior, que apontava para uma recessão na ordem de 3,7%.

Para o organismo liderado por João Borges de Assunção, esta correcção tem em conta "a alteração recente da conjuntura externa" e "o regresso a taxas de crescimento positivas mais cedo, em um ou dois trimestres, do que o previsto" anteriomente pelo NECEP. O organismo sublinha que, "nos dois últimos trimestres, registou-se uma clara melhoria do desempenho económico global" que "beneficiou" a economia portuguesa, embora acrescente que se trata de um progresso "muito dependente da intervenção das autoridades económicas".

Nas previsões para 2010, os economistas da Universidade Católica também estão, agora, mais optimistas, apesar de alertarem para o facto de as suas projecções continuarem marcadas "por uma enorme incerteza". O NECEP antecipa um crescimento de 0,6% da economia portuguesa durante o próximo ano, contra a contracção de 0,4% prevista em Julho passado. Este desempenho deve-se a "um efeito de base favorável" e à "alteração na conjuntura externa".

Para o terceiro trimestre deste ano, o NECEP estima que Portugal tenha crescido 0,4% em comparação com os três meses anteriores, o que significa uma aceleração de uma décima. No confronto com o terceiro trimestre de 2008, o produto interno bruto terá registado um desempenho negativo de 2,9%, contra 3,7% de sinal também negativo em variação homóloga no segundo trimestre deste ano. De Julho a Setembro, a taxa de desemprego terá ficado em 9,6%, mais meio ponto percentual do que no trimestre precedente.

Os economistas da Universidade Católica referem que, "na ausência de novas receitas extraordinárias, o défice orçamental" vai situar-se entre 6,5% e 7,5% do produto interno bruto, enquanto o endividamento externo "supera já os 100% do PIB", o que é explicado pelo aumento registado na dívida pública. Neste contexto, recomenda o NECEP, "Portugal deve abster-se de novos estímulos orçamentais, até no sentido de garantir que os estabilizadores automáticos funcionem adequadamente nos próximos trimestres".


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